domingo, 24 de maio de 2009

Fundação oferece o Subsídio Equivalente número 30.000

Na Escola Padre Francisco da Motta, Brasil, as crianças beneficiadas por um Subsídio Equivalente da Fundação Rotária para financiar cirurgias cardíacas são só sorrisos. Em dezembro a Fundação aprovou seu 30.000º Subsídio Equivalente. Rotary Images/Alyce Henson

Em breve, mais de 20 crianças indianas com problemas cardíacos congênitos serão beneficiadas pelo 30.000º Subsídio Equivalente oferecido pela Fundação Rotária.
A Fundação aprovou em dezembro um subsídio no valor de US$15.000 para o projeto a ser implementado através da parceria do Rotary Club de Cochin Midtown, Kerala, Índia, e do Rotary Club de Sandbach, Cheshire, Inglaterra. O subsídio ajudará a financiar cirurgias para corrigir irregularidades cardíacas em crianças de três meses a 18 anos de idade nas regiões sul e norte da Índia.
Os clubes contribuíram com US$5.000 cada, e os Distritos 3201 (Índia) e 1050 (Inglaterra) com US$5.000 de seu Fundo Distrital de Utilização Controlada, disponibilizando para o empreendimento um valor total de US$35.000.
O projeto está sendo coordenado pela Gift of Life International , uma organização apoiada por Rotary Clubs no mundo inteiro. Ele é a mais recente contribuição do clube de Cochin Midtown e do Distrito 3201, que pretendem proporcionar cirurgias de coração aberto a 105 crianças carentes até 2010, em comemoração pelo 105º aniversário do Rotary.
Nos dois últimos anos o Distrito 3201 organizou outros quatro projetos de Subsídios Equivalentes para financiar cirurgias, além de ter pago independentemente diversos outros procedimentos cirúrgicos.
"Uma criança com defeito cardíaco em uma família carente coloca todos os parentes em situação financeira crítica", afirma o presidente do clube de Cochin Midtown, V.J. John, justificando a decisão de seu distrito de fazer das cirurgias uma prioridade.
Através do programa de Subsídios Equivalentes a Fundação equipara dólar por dólar cada contribuição para projetos proveniente do Fundo Distrital de Utilização Controlada , além de 50 centavos para cada dólar advindo de doações adicionais.
Desde 1965, a Fundação equiparou contribuições para projetos de prestação de serviços internacionais em 199 países a um custo de mais de US$335 milhões. Só no ano de 2007-08 foram aprovados US$43,8 milhões para 2.424 projetos de Subsídios Equivalentes em 137 países.

Líderes de desenvolvimento do quadro social discutem crise econômica


José Ubiracy Silva, coordenador regional do quadro social do RI do Brasil, apresenta seu argumento durante uma sessão aberta no seminário de treinamento para RRIMCs realizado recentemente. Foto de Jamie Berg
Coordenadores Regionais do Quadro Social do RI (RRIMC) discutiram como agir frente à crise econômica mundial durante evento anual de treinamento em Chicago no mês de fevereiro.
Os RRIMC, que trabalham junto a distritos e clubes para aumentar os índices de recrutamento e retenção de sócios, também debateram maneiras de aumentar a diversidade do quadro social e evitar baixa de sócios.
Judi Beard-Strubing, uma RRIMC da Zona 23, EUA, e consultora financeira aposentada de Wall Street, observou que alguns rotarianos estão deixando seus clubes como resultado de perda de emprego ou dificuldades econômicas.
Em um debate mediado por Beard-Strubing e John Gomes, integrante da comissão do RI de Desenvolvimento do Quadro Social e Retenção e ex-RRIMC da África do Sul, os participantes sugeriram que Rotary Clubs ajudem sócios em situação difícil a pagar suas quotas estabelecendo programas de apoio ou usando fundos distritais. Outras sugestões dos participantes:
Permitir que os sócios participem de reuniões sem ter que pagar uma refeição completa.
Encontrar locais mais econômicos para a realização das reuniões.
Pesquisar o que os sócios dão mais importância no Rotary e entrar em contato com rotarianos que deixaram de comparecer a reuniões para descobrir o motivo de sua ausência.
Oferecer um serviço de busca de empregos através de contatos no website do clube ou do distrito.
O RRIMC James Ives de Michigan, EUA, observou que essas medidas não deveriam ser vistas como uma diminuição do valor do Rotary.
" Em momentos difíceis, a última coisa que desejamos é perder o que nos é valioso", explicou.
Beard-Strubing ofereceu sugestões para lidar com a crise econômica no boletim de desenvolvimento do quadro social das zonas 22, 23 e 24.
Diversidade
A meta de crescimento do quadro social para o ano rotário de 2009-10 estabelecida pelo presidente eleito do RI John Kenny é de um novo sócio por clube e um novo clube por distrito.
A meta de Kenny também inclui um enfoque especial no recrutamento de mulheres e jovens profissionais para que o quadro social dos Rotary Clubs reflita a comunidade profissional de sua localidade.
Don Garner, ex-participante de programas da Fundação e ex-presidente do Rotary Club de Chicago, EUA, observou durante uma discussão que muitas vezes convites para associar-se a Rotary Clubs não são feitos a participantes do programa de Bolsas Educacionais, Bolsistas Rotary pela Paz Mundial, participantes do Intercâmbio de Grupos de Estudos, rotaractianos, interactianos e participantes do Intercâmbio de Jovens.
Pessoas em início de carreira precisam das oportunidades de interação com outros profissionais oferecidas pelo Rotary, argumenta Garner. Quando foi presidente, seu clube teve adesão de 64 novos sócios, inclusive diversos ex-participantes de programas da Fundação.
“Eu nunca imaginei que me tornaria um rotariano”, diz ele. “Mas sou testemunha da vontade de muitos ex-participantes de programas da Fundação de entrar para o Rotary”.
Retenção
Kenny também sugeriu uma meta de retenção de sócios de 80% em 2009-10.
Durante uma sessão aberta, um grupo de RRIMC concordou que novos sócios devem ser convidados a servir em comissões ou projetos humanitários para sentirem que fazem parte do clube. Algumas pessoas mencionaram que de vez em quando é uma boa ideia sugerir aos novos sócios que formem um novo Rotary Club. Eles argumentaram que sócios potenciais na faixa dos trinta anos podem não querer fazer parte de um clube cujos sócios têm mais de 55 anos. Essas pessoas talvez prefiram fundar um novo clube com 10 amigos ou contatos de profissão. Nesse caso, o clube original pode patrocinar o novo clube.
O programa RRIMC foi fundado em 2001. Todos os RRIMC foram governadores de distrito e são indicados pelo presidente eleito do RI para mandatos de três anos no máximo. Os mandatos são escalonados e o grupo tem representantes de todas as zonas rotárias.

domingo, 12 de abril de 2009

Paquistão e Afeganistão unidos na guerra contra a pólio




Sócios do Rotary Club de Dadu, Paquistão, na caminhada para divulgar a luta contra a pólio em sua comunidade. Na foto de baixo: Rotarianos do clube ajudam a vacinar crianças durante o Dia Nacional de Imunização, procurando garantir que todas sejam protegidas contra a doença. Fotos cedidas por Rafique Ahmad Surhio
Funcionários da área de saúde do Paquistão e Afeganistão aprovaram durante uma reunião em 10 e 11 de fevereiro em Islamabad, Paquistão, uma estratégia conjunta para tentar impedir a transmissão do vírus da pólio na fronteira entre os dois países.
"É preciso ver o Paquistão e o Afeganistão como um só bloco no que diz respeito à luta contra a pólio" argumenta o Dr. Altaf Bosan, chefe do programa paquistanês de erradicação da poliomielite. "Nossos problemas e desafios são semelhantes, portanto as soluções a ser adotadas devem ser parecidas."
O encontro contou com a presença de três dos parceiros na Iniciativa Global de Erradicação da Pólio -- a Organização Mundial de Saúde, o Rotary International e o Unicef -- além de outras organizações não-governamentais. Entre os participantes estavam os presidentes da Comissão Nacional Pólio Plus do Paquistão, Abdul Haiy Khan, e do Afeganistão, Dr. Ajmal Pardis.
Durante a reunião os dois países concordaram em investir na visibilidade e condições dos postos de vacinação das regiões de fronteira. O Dr. Rasheed Jooma, diretor geral de saúde do Paquistão, identificou diversas estratégias para atingir esse objetivo, entre as quais:
Nomeação conjunta de membros influentes da comunidade para garantir a segurança dos agentes de saúde.
Planejamento de esforços de imunização e mapeamento de áreas de fronteira pelos dois países.
Contato regular entre oficiais da área de saúde para possibilitar troca de informações técnicas.
Verificação da necessidade de novos postos de vacinação nas regiões de fronteira.
O acordo veio em um momento crítico para ambos os países -- e para a mundo -- na batalha de erradicação da pólio. O secretário de saúde do Paquistão, Sibtain Fazal Halim, enfatizou a importância do envolvimento de líderes religiosos e mais idosos nas negociações de acesso às regiões em que vivem crianças ainda não vacinadas.
"As equipes de combate à pólio continuam a buscar oportunidades para vacinar estas crianças sempre que a situação está mais tranquila", ele conta. "Cuidar da saúde delas é responsabilidade de todos nós."
O Dr. Taufeeq Mashal, diretor geral de saúde do Afeganistão, concordou, acrescentando que a segurança nas regiões de fronteira tem se mostrado um grande obstáculo durante as campanhas de vacinação e que as autoridades da área de saúde estão empenhadas em envolver todas as partes interessadas, inclusive aquelas que se opõem ao governo.
"As crianças de nossa região e do mundo inteiro dependem de nós para erradicarmos a pólio e seria ótimo se a cooperação entre os dois países não se limitasse à área de saúde", afirma Mashal.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Comissão para a África


Menina em refeitório de Niamey, Níger. A comissão do RI de ajuda à África foi formada para promover colaboração, projetos e o desenvolvimento do quadro social do Rotary no continente. Rotary Images/Alyce Henson
Quatro países africanos receberão 20 incubadoras compradas por rotarianos da Índia para o projeto de ajuda à África.
Rotarianos e clubes locais arrecadaram fundos para sanar custos portuários e de transporte das incubadoras para a Etiópia, Nigéria, Tanzânia e Uganda até 30 de junho.
A comissão do RI de ajuda à África foi formada para promover a colaboração, aumentar o número de projetos e de rotarianos no continente.
"A África sempre apresentou inúmeros desafios, com necessidades que superam em muito os recursos existentes", disse o ex-diretor do RI Örsçelik Balkan, membro da comissão ad hoc que está supervisionando a iniciativa. "O objetivo da comissão de ajuda à África é dar diretrizes e recursos aos clubes e distritos para que possam empreender projetos excelentes de prestação de serviços. Além de auxiliar na diminuição da mortalidade infantil, projetos como este das incubadoras expõem os rotarianos da região ao trabalho em equipe."
Criada pela comissão consultiva do ex-presidente Wilfrid J. Wilkinson, a comissão ad hoc consiste de quatro subcomissões regionais que abrangem o leste, oeste, sul e norte do continente africano, e de outra subcomissão composta de rotarianos de diferentes partes do mundo que já participaram de iniciativas na África.
As subcomissões regionais identificam as necessidades de suas áreas, ao passo que a última comissão supracitada consegue recursos entre Rotary Clubs e organizações locais e internacionais.
O enfoque da comissão de ajuda à África será em projetos de saúde, alfabetização e educação, recursos hídricos, capacitação econômica, bem-estar da criança e apoio ao deficiente.
Balkan diz que o aumento do quadro social na África é essencial ao sucesso duradouro da iniciativa. A comissão está fazendo o possível para ajudar os clubes e distritos africanos a alcançar as metas do presidente do RI D. K. Lee, de aumento real de 10% do quadro social e fundação de pelo menos dois novos clubes por distrito.
Isto também pode aumentar a participação dos clubes africanos nos programas de Bolsas Educacionais e Bolsas Rotary pela Paz Mundial.
"Esta comissão, mesmo sendo uma das maiores do RI, tem bastante flexibilidade, experiência e capacidade de assistir aos clubes e distritos a empreender projetos", declarou Balkan. "Incentivamos todos a ser mais atuantes e usar esta comissão, que é uma ferramenta para a realização de excelentes projetos na África. O Rotary tem agora uma grande oportunidade de Realizar os Sonhos para os povos africanos."
Saiba mais sobre a comissão de ajuda à África

Confraternização de Ex-Participantes de Programas da Fundação Rotária discutirá problemas globais


Jean-François Rischard, autor do livro High Noon: 20 Global Problems, 20 Years to Solve Them, irá discursar no encontro. Foto cedida por Jean-François Rischard
Em High Noon, filme antigo de faroeste americano, Gary Cooper enfrenta uma luta inevitável em uma comunidade marcada pela tensão. Para Jean-François Rischard, autor do livro High Noon: 20 Global Problems, 20 Years to Solve Them, esta situação é uma metáfora perfeita para a urgência das mudanças globais com as quais nos deparamos atualmente.
"Temos que reunir as melhores mentes do mundo e ajudá-las a ser agentes da resolução de problemas globais", diz Rischard, que será o principal palestrante no dia 20 de junho na confraternização de ex-participantes de programas da Fundação em Birmingham, Inglaterra.
Como bolsista na Univeridade de Harvard em 1974-75, sua principal meta era conseguir um cargo no Banco Mundial onde poderia ajudar 150 países a melhorar a condição de vida de seus residentes.
Rischard nasceu em Luxemburgo e ensinava direito e economia na Universidade de Aix-Marseille, França, quando com a ajuda do Rotary Club de Aix-en-Provence foi fazer MBA em Harvard.
Ao voltar para a França ingressou no Banco Mundial de Paris, iniciando uma carreira que durou 30 anos. Como vice-presidente para a Europa, foi esponsável por desenvolver novas parcerias e iniciativas com os principais acionistas do banco. Sua experiência diversa e internacional o levou a escrever o livro High Noon, de leitura rápida e fácil, que já foi traduzido para 15 idiomas.
No livro ele descreve 20 questões globais críticas que acredita não poderem ser resolvidas por nenhuma nação ou instituição individualmente. Ele as agrupa em três categorias: questões que envolvem recursos naturais, como aquecimento global e diminuição de recursos hídricos; questões humanitárias como redução de doenças e nível de pobreza; e questões regulatórias que envolvem comércio e condições de trabalho. Rischard diz que desde 2002, quando o livro foi publicado, "os problemas só pioraram".
Para resolvê-los, eles propôs um modelo de rede de contatos para questões globais, em que especialistas de governos, ONGs e corporações trabalhariam juntos em determinado assunto polêmico. A estrutura e operacionalização desta rede de contatos serão discutidas na confraternização, e aconselha-se que os participantes leiam o livro antes da apresentação para poderem tirar o máximo proveito das discussões. Os primeiros 50 ex-bolsistas ou ex-membros de equipe de IGE a se inscrever na confraternização receberão um exemplar gratuito do livro.
Como a mente dos ex-participantes de programas da Fundação é voltada à comunidade internacional, eles estão em excelente posição para tratar de questões globais e ajudar a encontrar soluções.
Apesar de termos pouco tempo, os problemas à nossa frente não são insuperáveis, afirma Rischard. Gary Cooper venceu em High Moon, então, talvez nós também consigamos vencer.

domingo, 5 de abril de 2009

Como será o Rotary daqui a 10 anos?


Barry Kalar, o próximo governador do Distrito 5180, em grupo de discussão na assembleia internacional de 2009. Rotary Images/Monika Lozinska-Lee
Os mais de 530 governadores eleitos de distrito são unânimes na opinião de que a erradicação da pólio se dará até 2019. Eles também querem que o quadro social cresça muito nos próximos 10 anos, quem sabe para dois milhões de sócios, e que seja mais diversificado e jovem.
Estas foram apenas algumas das ideias levantadas em atividade da assembleia internacional em San Diego, Califórnia, EUA, ocorrida em janeiro, durante a qual os governadores eleitos descreveram como achavam que o Rotary estará daqui a 10 anos.
Este grupo de discussão foi um dos muitos exercícios formados com base no Plano Estratégico do RI de 2007-10, com vistas a ajudar os futuros líderes a identificar as causas de conflitos e os benefícios inerentes à formação de consenso.
Em cada uma das 28 salas de discussão os participantes foram divididos em grupos de quatro pessoas, sendo que algumas das ideias ficaram no topo da lista dos grupos. Praticamente todos acreditam que a pólio será erradicada até 2019. Os mais otimistas acham até mesmo que por esta época os rotarianos estarão celebrando o quinto aniversário de um mundo sem pólio.
Um quadro social de 1,5 milhão, e até de 2 milhões de pessoas, figurou na lista dos grupos, comparado ao atual 1,2 milhão de rotarianos. Cerca de seis grupos querem que as mulheres representem metade do número de sócios no futuro, e outros disseram que elas irão representar 30%. Muitos grupos relataram que esperam ver a primeira mulher presidindo o Rotary até o ano 2019, e alguns esperam que a esta época a organização já contabilize duas mulheres que já tenham ocupado o mais alto cargo rotário.
Os governadores eleitos acham que o Rotary deve atrair sócios jovens, oferecendo mais flexibilidade nos clubes, reuniões sem incluir refeição e taxas mais em conta. Todos eles estão altamente comprometidos com a Missão do Rotary International, sendo importante notar que muitos querem a continuidade do enfoque em recursos hídricos, saúde, combate à fome e alfabetização. Um grupo defendeu que "os altos padrões éticos do Rotary devem estar presentes em todos os segmentos da sociedade".
Os governadores eleitos querem que a organização esteja mais envolvida em assuntos de paz mundial. Pelo menos doze grupos citaram que gostariam de ver o Rotary mais conhecido por seu trabalho em prol do meio ambiente.
Outras ideias discutidas foram:
Projeção da imagem pública do Rotary
Rotary conhecido como a principal opção para estabelecimento de contatos
Maior atenção aos clubes de Novas Gerações
Associação de familiares
Aumento da colaboração com governos em frentes humanitárias
Rotary ganhador do Nobel da Paz

sábado, 4 de abril de 2009

Construindo pontes para salvar vidas


Moradores de Mutino enfrentam a correnteza do Rio Nithi durante a estação de seca. Foto cedida por John Brooker
O Rio Nithi causava até 50 mortes todos os anos nas proximidades dos vilarejos de Kajuki e Mutino, no Quênia.
A situação começou a melhorar quando os Rotary Clubs de Meru, no Quênia, e Middleton, Great Manchester, na Inglaterra, financiaram através de um Subsídio Equivalente a construção de uma ponte que garante a segurança dos habitantes e ao mesmo tempo ajuda a transformar a economia local.
Antes da construção da ponte, os residentes de Mutino tinham que percorrer 48 km para atravessar o rio em um local mais seguro em busca de mantimentos e remédios. Em situações de emergência algumas pessoas se desesperavam ao tentar atravessar o rio no local mais próximo de suas casas e terminavam perdendo a vida.
"A vida destas pessoas mudou completamente", conta o presidente do clube de Meru, Julius Gatoby Mwithimbu, refletindo sobre os resultados do projeto. "Pessoas passaram a vir de muito longe para observar o rio que havia levado a vida de tantos entes queridos."
Durante a cerimônia de inauguração da ponte, Mwithimbu e John Brooker, presidentes de subcomissão distrital de subsídios, ficaram lado a lado tentando controlar sua emoção ao assistir um grupo de quenianas ajudando uma mulher grávida a abrir caminho pela correnteza. Elas estavam mostrando como eram suas vidas antes do projeto.
"Me dei conta da importância da ponte ao ver aquelas mulheres carregando sua amiga grávida. Durante a estação de chuvas o nível das águas sobe dois metros ou mais", conta Brooker.
Humilde começo
A ideia do projeto, nomeado Ponte Elliot-Poole, surgiu em 2005 quando Brooker assistiu um episódio do programa Blue Peter , no canal de televisão BBC, sobre um menino chamado Elliot Inglis que estava visitando o Quênia para ajudar na implementação de projetos humanitários. Ao entrar em contato com a família do menino, Brooker tomou conhecimento da necessidade da construção de uma ponte entre Mutino e Kajuki. Ele então contatou o recém-formado clube de Meru para perguntar como ele e seu clube poderiam ajudar.
Mwithimbu conta que a ponte resistiu a dois meses de chuvas intensas. Em duas ocasiões anteriores o governo do Quênia havia tentado ligar os vilarejos mas a estrutura foi arrastada por tempestades.
Segundo Brooker, a ponte já está beneficiando a economia dos vilarejos. Os residentes de Mutino podem facilmente levar suas colheitas ao mercado de Kajuki e passaram a ter acesso a escola e atendimento médico. Foram construídos até mesmo um hotel e um restaurante próximos à ponte.
"Vemos pessoas ajoelhando-se junto à ponte e rezando, tamanho foi o impacto do projeto em suas vidas", conta Brooker.
Os clubes estão colaborando em outro projeto de Subsídio Equivalente em Tharaka, Quênia, onde estão construindo tanques para coleta de água na base de estruturas rochosas da região. Estão também pedindo um subsídio Saúde, Fome e Humanidade para coletar água na época de seca para vilarejos no mesmo país.
A família Inglis e vários Rotary Clubs na Inglaterra já deram início a esforços de arrecadação de fundos para os projetos dos clubes de Meru e Middleton.