sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Klinginsmith é indicado presidente do RI para 2010-11

Ray Klinginsmith, do Rotary Club de Kirksville, Missouri, EUA, foi selecionado pela comissão de indicação à presidência do Rotary International para 2010-11. Em 1º de outubro, ele se tornará oficialmente o presidente indicado do RI caso não haja nenhum candidato opositor.
Klinginsmith é formado em administração de empresas e em direito pela University of Missouri e concluiu curso de mestrado na University of Cape Town, na África do Sul, por meio de uma Bolsa Educacional da Fundação Rotária. Foi assessor jurídico e professor de administração na Northeast Missouri State University em Kirksville (atual Truman State University), de 1973 até aposentar-se em 1995.
Klinginsmith administra um escritório de advocacia e serviu como comissário de seu condado de 2001 a 2004. Dirige o Macon Atlanta State Bank desde 1971 e em 1982 assumiu o cargo de presidente da associação Chariton Valley Association for Handicapped Citizens. Ele e sua esposa Judie tem dois filhos e três netos.
Rotariano desde 1961, foi governador de distrito e chairman do conselho de legislação de Nova Dhéli, em 1998, e da comissão da convenção de Los Angeles em 2008. Serviu mandato em 1985-87 como membro do conselho diretor do RI e presidiu a comissão executiva em 1986-87. Tornou-se curador da Fundação Rotária em 2002, foi vice-presidente do conselho dos curadores em 2005-06 e membro da Comissão Visão de Futuro de 2005 a 2008. Klinginsmith é Doador Extraordinário e recebeu a Menção da Fundação por Serviços Meritórios e o Prêmio da Fundação Rotária por Serviços Eminentes.
Ray Klinginsmith também recebeu diversas homenagens de sua comunidade, como Parent/Caretaker Award do Missouri Planning Council for Developmental Disabilities; o Thomas D. Cochran Award for Community Service, oferecido anualmente pela Ordem dos Advodados do estado norte-americano do Missouri; e o Silver Beaver Award da organização Boy Scouts of America, na qual foi diretor.
Klinginsmith acredita que o melhor ainda está por vir.
"A reputação e a habilidade dos rotarianos de afetar o mundo positivamente está melhor do que nunca. Nosso futuro será brilhante", afirma o presidente indicado. "O Plano Estratégico do RI e o Plano Visão de Futuro da Fundação Rotária são excelentes mapas a nos guiar. Mas, a seleção dos parceiros estratégicos, o recrutamento de jovens e a indicação de líderes atuantes irá requerer de nossa liderança visão incomum e fina percepção."
Formaram a comissão de indicação de 2008: Jack Forrest (presidente), EUA; Sudarshan Agarwal, Índia; Keith Barnard-Jones, Inglaterra; Jacques Berthet, França; Irving J. Brown, EUA; Peter Bundgaard, Dinamarca; John C. Carrick, Austrália; Kenneth E. Collins, Austrália; John Eberhard, Canadá; Noel Fryer, Inglaterra; Samuel L. Greene, EUA; Theodore D. Griley II, EUA; Jerry L. Hall, EUA; Horst Heiner Hellge, Alemanha; Umberto Laffi, Itália; Jorma Lampén, Finlândia; David Linett, EUA; Michael D. McCullough, EUA; Gerald A. Meigs, EUA; Yoshikazu Minamisono, Japão; Daniel W. Mooers, EUA; G. Kenneth Morgan, EUA; Jiichiro Nakajima, Japão; Noraseth Pathmanand, Tailândia; Jose Alfredo Pretoni, Brasil; J. David Roper, EUA; José Antonio Salazar Cruz, Colômbia; Masanobu Shigeta, Japão; Julio Sorjús, Espanha; Carlos E. Speroni, Argentina; Robert A. Stuart Jr., EUA; Sakuji Tanaka, Japão; e Stan Tempelaars, Holanda.
Por Jennifer Lee Atkin Notícias do Rotary International -- 13 de agosto de 2008

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Recrutamento de novos sócios na Coréia


Dois clubes coreanos mostraram como a meta de desenvolvimento do quadro social estabelecida pelo presidente do RI, Dong Kurn Lee, pode ser alcançada.
Os Rotary Clubs deGwangju-Ibseog e Iri Dong conduziram atividades com o objetivo de divulgar o Rotary a sócios potenciais, especialmente aos mais jovens. Ambos excederam suas metas de recrutamento para 2007-08.
O Rotary Club de Gwangju-Ibseog passou de 69 sócios a 132. O presidente do clube, Sang Kwon Kim, enfatizou em toda reunião ordinária durante 2007-08 a importância de se recrutar novos sócios, solicitando aos rotarianos que procurassem divulgar o Rotary em outras organizações e grupos dos quais fazem parte. Sócios que apresentaram três ou mais novos sócios receberam um reconhecimento especial.
O clube procurou também atrair sócios potenciais mais jovens organizando torneios de golfe, caminhadas e encontros informais após as reuniões semanais.
Enfoque em companheirismo
O Rotary Club de Iri Dong club aumentou de112 para152 o número de sócios em 2007-08 após criar comissões dedicadas a realizar eventos de golfe, futebol, caminhada, etc., e outras atividades de companheirismo.
"Não é fácil administrar um clube com tantos sócios, contudo, com a ajuda dos demais rotarianos, aprendemos a nos adaptar. Foi um ano muito recompensador.", declarou Kim, presidente do Rotary Club de Gwangju-Ibseog.
O presidente Lee deseja aumentar o quadro social do RI de 1,2 para 1,3 milhão em 2008-09.

Recursos para rotarios

O Rotary International oferece diversos recursos para ajudar os rotarianos a organizar clubes eficientes que alcançam o Objetivo do Rotary:
Mantendo ou aumentando o número de sócios
Implementando projetos de prestação de serviços que atendam às necessidades das comunidades locais e internacionais
Apoiando os programas da Fundação Rotária com trabalho e contribuições financeiras
Formando líderes que possam servir ao Rotary além do âmbito do clube
Explore as ferramentas abaixo e comente sobre seus recursos favoritos.
Quadro social do clube
Ferramentas de avaliação do clube – Contém as Diretrizes para Aumentar a Eficácia dos Rotary Clubs , que exploram as Quatro Avenidas de Serviço e apresentam diversos tipos de pesquisas entre os sócios
Como Propor um Novo Sócio – Descreve passos para propor novos sócios
Website do RI: seção Administração do clube – Oferece idéias e informações que ajudam a fortalecer os clubes
Noções Básicas do Rotary – Panorama do Rotary que ajuda a informar sócios novos e em potencial
Relações públicas
Rotary Images – Centenas de fotos de alta qualidade sobre o Rotary
Website do RI: seção Relações públicas – Inclui anúncios da campanha Humanidade em Ação
RSS – Permite aos websites de clube e distrito receber instantâneamente as últimas notícias do Rotary
RVM: The Rotarian Video Magazine – Revista em vídeo sobre projetos rotários ao redor do mundo
Canal do YouTube – Contém vídeos do Rotary que podem ser incluídos nos websites de clubes e distritos. Permite que os assinantes sejam avisados quando novos materiais são divulgados
Financiamento de projetos
ProjectLINK – Banco de dados on-line onde estão listados os projetos do Rotary em busca de financiamento, voluntários, materiais ou parceiro para Subsídio Equivalente
Website do RI: seção Subsídios humanitários – Tudo o que você precisa saber sobre os Subsídios Humanitários da Fundação Rotária
Fundação Rotária
Relatório Anual da Fundação Rotária de 2006-07 – Descreve as maiores realizações e destaques de 2006-07, bem como outras informações financeiras
Cartão de bolso da Fundação Rotária – Breve visão da Fundação, seus programas e dados de contribuições
Formulários de contribuição on-line – Formulários de que você necessita para contribuir à Fundação
Programas pró-juventude
Prevenção de Abuso e Assédio — Manual de Treinamento e Guia para Líderes – Auxilia líderes de clube e distrito a criar e manter um ambiente saudável para os participantes dos programas para jovens e menores de idade
Website do RI: seção Estudantes e jovens – Oferece idéias para rotarianos e participantes de programas do RI e da Fundação voltados para jovens e estudantes
Após 01 de julho, os seguintes materiais serão revisados:
Folheto do Interact – Oferece informações sobre o Interact a sócios em potencial
Manual do Interact – Aborda a organização e a administração de Interact Clubs eficientes; voltado a líderes de Rotary Clubs e Interact Clubs
Pôster do Interact – Promove o programa Interact; contém espaço para dados do clube e horário das reuniões
Manual do Intercâmbio de Jovens – Oferece diretrizes e materiais para auxiliar o distrito a organizar programa de Intercâmbio de Jovens

O Programa Rotary para Estudos sobre Paz e Conflitos, na Tailândia, é agora permanente




A Fundação Rotária anunciou que o Programa Rotary para Estudos sobre Paz e Conflitos, ministrado na Chulalongkorn University, em Bangcoc, Tailândia, se tornará uma iniciativa permanente de educação sobre a paz.
O programa de certificado de aperfeiçoamento profissional teve início em 2006 experimentalmente pelo período de três anos, tendo como alvo profissionais em cargos de nível médio e alto em órgãos governamentais e organizações sem fins lucrativos. O objetivo era disponibilizar um programa mais curto do que os dois anos requeridos para a obtenção de mestrado, oferecido pelos Centros Rotary de Estudos Internacionais .
As opções de obtenção de diploma de mestrado e de certificado serão integradas em um só programa. Os interessados poderão usar o mesmo formulário de inscrição para se candidatar a todos os sete Centros Rotary, e a administração de ambos será simplificada.
Embora o Centro Rotary da Chulalongkorn University vá continuar a oferecer duas sessões -- de janeiro a abril e de junho a agosto-- inscrições para ambas deverão ser feitas até 1º de julho de cada ano, na mesma época da inscrição ao diploma de mestrado.
Bolsas Rotary pela Paz Mundial (folheto)

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Pontes para o mundo




Descalço e esgotado após caminhar 32 quilômetros, o jovem etíope desce o penhasco em direção ao Nilo Azul...
Ao chegar à ponte Sebara Dildiy, que liga o desfiladeiro cortado pelas águas do Nilo Azul, ele deposita cuidadosamente a pesada cesta com bananas que está levando para vender no mercado. A ponte foi construída há cerca de 400 anos com areia, pedra, visco e cascas de ovos. No idioma Amharic, sebara dildiy significa “ponte quebrada”, alcunha que ganhou em 1935 quando militantes da resistência etíope, armados somente com suas ferramentas de trabalho na lavoura, desgastaram a ponte no espaço entre os arcos centrais para interromper o avanço da força militar italiana. Toda a envergadura despencou, matando os homens.
Na região do norte da Etiópia, próxima à fronteira com o Sudão, esta ponte é a rota mais rápida para o mercado central e atendimento médico. A outra travessia mais próxima sobre as águas do Nilo Azul acrescenta 160 quilômetros a um já exaustivo percurso.
A vida nesta região, onde as famílias sobrevivem com menos de US$1 por dia, gira em torno do mercado. Em um dia bom, é possível ganhar dinheiro o bastante para possibilitar a ida de um filho à escola. No entanto, a maioria das crianças fica em casa pastorando os animais e espantando macacos de suas hortas. As casas de barro têm chão de terra batida. As crianças maltrapilhas são incomodadas por moscas que insistem em voar próximo a suas bocas e olhos.
Somente uma pessoa pode atravessar a ponte a cada vez, tornando as esperas longas e comuns. Quatro homens de cada lado estendem uma corda na extensão da abertura. Depois de 20 minutos o vendedor de bananas se pendura na corda e é puxado até chegar do outro lado. O cesto com as bananas vem logo depois. Cinqüenta pessoas atravessaram a ponte nesse dia, que não registrou nenhum acidente, pelo menos não hoje. Quem despenca da corda encontra a morte certa.
Do outro lado do desfiladeiro, o vendedor pega suas bananas e começa a última etapa de 40 quilômetros para chegar ao mercado.
Foto inspiradora
Em 2001 Ken Frantz, do Rotary Club de Newport News, nos EUA, estava folheando uma edição da revista Geográfica Nacional quando viu a foto de um homem arriscando sua vida para atravessar o desfiladeiro onde fica a ponte Sebara Dildiy. “Na hora soube que deveria consertar aquela ponte. Como rotariano tenho o ímpeto de ajudar os carentes e de combater a pobreza.”
Em março daquele mesmo ano Frantz fundou a entidade sem fins lucrativos Bridges to Prosperity (Pontes para a Prosperidade) e visitou a Etiópia. Em 2002, com recursos próprios e com o apoio de vários Rotary Clubs da Virginia, conseguiu fechar o espaço aberto da velha ponte. Para isso foram necessários transportar até o local nas costas de 350 asnos cerca de 11 toneladas de cimento, aço e equipamentos.
Como Frantz havia imaginado, não tardou para a ponte se tornar essencial à economia local. Pessoas que antes se recusavam a arriscar a vida para atravessar o desfiladeiro penduradas em uma corda, podem agora ir mais vezes ao mercado. Meninas conseguem ir à escola e mulheres são capazes de ganhar seu próprio sustento. Os homens passaram a ir com mais freqüência às cidades em busca de trabalho para suplementar o pouco que ganham na roça. Parentes que não se viam há anos passaram a se visitar.
Depois daquele primeiro reparo da ponte, Frantz conseguiu equiparar as doações de 31 Rotary Clubs com um Subsídio Equivalente da Fundação Rotária para construir 40 pontes em 11 países até o final de 2007. Este ano ele está liderando programas na Bolívia, El Salvador, Peru e Zâmbia. Assim como na Etiópia, as pontes melhoram vidas e evitam mortes. A meta de Frantz é construir anualmente 500 pontes de pedestres, até o ano 2020.
Infelizmente em 2005, a ponte que inspirou o trabalho missionário de Frantz sofreu a ação devastadora de uma grande enchente, que varreu a estrutura de aço usada no reparo. Quando soube disso, Frantz logo se lançou ao trabalho: Ele havia prometido aos camponeses do planalto etíope que teriam uma vida melhor fosse o que fosse, o que poderia implicar a construção de uma ponte totalmente nova. Não havia alternativa para Frantz, pois a entidade que havia fundado havia se tornado a razão de sua vida.
Uma nova vida
Em 2001, quando viu a foto da ponte quebrada, Frantz sentiu que estava por iniciar uma nova fase depois de anos dedicados a uma carreira brilhante. Assim que saiu da faculdade começou a trabalhar no oleoduto do Alasca. Em seguida foi à Califórnia, onde abriu uma empreiteira que construía uma média de 400 apartamentos por ano. Ganhou muito dinheiro mas isso não era suficiente, pois queria ter mais tempo para a esposa e os três filhos. Frantz mudou-se com a família para os campos da Virginia, onde sua esposa cresceu. Voltou ao ramo da construção como empreendedor e conseguiu realizar seu sonho de ter uma pequena ilha, onde construiu uma bela casa. Mesmo assim, questionava seriamente qual era sua missão de vida.
A entidade sem fins lucrativos que fundou tem como objetivo combater a pobreza através da construção de pontes. Voluntários, rotarianos, pessoas da comunidade, engenheiros e estudantes de engenharia dos EUA não apenas constroem as estruturas mas também ensinam a população sobre como podem construir e fazer a manutenção de pontes.
Dado o sucesso nos negócios Frantz, que está com 58 anos e é diretor executivo da Bridges to Prosperity, pode agora se dar ao luxo de ser voluntário em período integral. A entidade que fundou tem funcionários em alguns países. Os Rotary Clubs, junto com engenheiros, empresas, igrejas, doadores privados e outras entidades sem fins lucrativos formaram parceria com a Bridges to Prosperity para fornecer mão-de-obra, verbas e suporte técnico.
Quando Frantz resolveu reconstruir a ponte quebrada na Etiópia buscou primeiro estabelecer parceria com o Rotary. Três clubes da Virginia e um da Etiópia ofereceram doações que vieram a ser equiparadas pela Fundação Rotária, a qual anteriormente já havia fornecido seis Subsídios Equivalentes para ajudar na construção de 23 pontes. As contribuições dos clubes e da Fundação totalizaram US$281.000.
Os rotarianos da Virgínia ajudaram em outros projetos de construção de pontes, mas os sócios do Rotary Club de Bahir Dar, na Etiópia, que se comprometeram a doar US$100, foram marcados não apenas pela ajuda da Bridges to Prosperity como também por terem participado do maior esforço de serviço comunitário de suas vidas. “Os rotarianos conhecem as dificuldades dos moradores da região”, afirmou Abebe Yimenu Tessema, presidente do clube em 2007-08. "O clube de Bahir Dar é o que está mais próximo da ponte, e ainda assim leva três horas de carro e dois dias de caminhada para se chegar lá."
O clube é pequeno e os sócios precisam formar parcerias que causem grande impacto. Com a crise de HIV/aids assolando o país, a falta de escolas na zona rural e o difícil acesso à água potável, os rotarianos de Bahir Dar nunca ficam sem idéias para projetos.
Cumprindo a promessa
Em outubro de 2007 Frantz enviou Mebratu Abebaw, um dos primeiros engenheiros etíopes treinados pelo programa da Bridges to Prosperity, a Sebara Dildiy.
Logo depois que o vendedor de bananas sumiu de vista em direção ao mercado, o jovem engenheiro de Adis-Abeba começou a organizar a coleta de toras de madeira para a construção de uma ponte temporária enquanto a antiga seria reparada. Dias depois chegaram dois homens transportando uma mulher numa maca de couro. Eles haviam caminhado por dezenas de quilômetros, o tempo todo se perguntando como iriam atravessar a ponte quebrada com a mulher doente. Para seu espanto e felicidade a ponte temporária estava pronta para ser usada.
Abebaw diz aos moradores que Frantz voltará em breve, mas que nesse meio tempo eles já podiam abrir uma clareira para chegar mais facilmente à ponte, apanhar pedras e escavar a área que irá servir de alicerce à estrutura da ponte antiga. A espera por uma nova ponte, que há de resistir até mesmo à pior das enchentes, está para findar. A construção de uma ponte nova e permanente terá início no começo do ano que vem.

Incentivo ao aumento de nossas fileiras


“O entusiasmo dos Rotary Clubs que estão crescendo é visível”, afirmou Michael McGovern, vice-presidente da comissão do RI de desenvolvimento do quadro social e expansão de 2008-09.
Com o intuito de revigorar clubes em todo o mundo, o Presidente do RI Dong Kurn Lee está viajando muito para gerar idéias que favoreçam o aumento do quadro social. A primeira das 12 conferências presidenciais , as quais incluirão grupos de discussão para levantamento das melhores práticas de recrutamento e retenção de sócios, terá lugar nos dia 7 de julho em Tóquio.
As conferências na Argentina, Brasil, Egito e África do Sul enfatizarão também a mortalidade infantil, um tópico da maior importância enfocado pelo lema deste ano, Realizemos os Sonhos.
Visando incentivar clubes e distritos a empenhar-se para aumentar seus quadros sociais, o Presidente Lee lançou novo programa de reconhecimento. Em 2008-09, os clubes que obtiverem aumento real de 10% do número de sócios receberão um certificado assinado por ele. Os distritos, por sua vez, deverão fundar dois clubes novos e conseguir aumento de 10% do quadro social.
Os 10 clubes e distritos com a mais alta porcentagem serão reconhecidos durante a convenção do RI de 2009 em Birmingham, Inglaterra. Para que possam concorrer, os clubes deverão atualizar seus dados através do Acesso ao Portal até 15 de maio.
"A meta pode ser alcançada por todo clube e distrito que der prioridade ao desenvolvimento do quadro social", assegurou McGovern.
Informações pertinentes

Legado de liderança




Durante a Dinastia Joseon da Coréia, o estudioso Eon-juk Lee ajudou a desenvolver os ideais confucianos de lealdade, devoção filial, benevolência e confiança, e pela contribuição ao neo-confucianismo coreano passou a ser considerado um dos cinco homens mais sábios do oriente. Seu trabalho foi homenageado com a criação de uma escola sobre a filosofia que perdura até hoje.
Cinco séculos mais tarde, os mesmos valores confucianistas ajudaram um de seus descendentes, Dong Kurn Lee, a sustentar sua família, abrir um negócio e tornar-se o primeiro presidente coreano do Rotary International. D.K., como prefere ser chamado, já está gerando amplo entusiasmo pela escolha do lema Realizemos os Sonhos, e altas expectativas por seu enfoque na diminuição da mortalidade infantil e no desenvolvimento do quadro social. Conhecido por sua habilidade de tomar decisões em grupo e pelos inúmeros contatos sociais e empresariais que possui, ele pretende inspirar rotarianos a fazer mais do que acreditam ser possível. Para obter sucesso, contará com a sabedoria de seus mentores, com as lições aprendidas do pai, o apoio da esposa e as tradições da cultura coreana.
"Os coreanos são tenazes", explicou D.K. "Eles desenvolveram um espírito ávido após a devastação do país causada pela Guerra da Coréia. Quando assumem uma causa, trabalham com perseverança e determinação.''
Lições aprendidas do pai
D.K. freqüentou parte da escola primária e passou diversos períodos de férias na casa de sua família no povoado de Yangdong, onde seu ilustre ancestral difundiu os ideais de Confúcio no século 15. O vilarejo, com casas tradicionais dispostas em uma pequena colina acessível por uma estrada de terra, fica a três horas de Seul. A inscrição exibida na entrada da escola elementar de Yangdong incita cada estudante a ser útil à sociedade, servindo-se de espírito íntegro e inovador.
"As pessoas do campo são diligentes e jamais desistem", afirmou D.K., sentado na cozinha de sua residência em Yangdong, uma réplica da casa original. Ele e sua esposa, Young Ja Chung, reconstruíram recentemente a estrutura, mantendo as vigas de pinho talhadas à mão e ao mesmo tempo adicionando conveniências modernas.
Seguindo a tradição coreana, os avós de D.K. também moraram nessa casa quando ele era jovem. Embora D.K. e Young passem a maior parte do tempo em Seul, na sede mundial do RI, em Evanston, ou viajando, eles pretendem se aposentar na residência que sobreviveu a diversas gerações da família.
Em Yangdong, D.K. aprendeu disciplina, humildade e generosidade com o pai,
Won Gap Lee, ex-governador de distrito de Busan. Aprendeu a demonstrar modéstia diante de elogios, a nunca vangloriar-se com relação a dinheiro e, acima de tudo, a honrar sua família, amigos e convidados. Quando era criança, as comidas mais apetitosas eram reservadas aos outros. Lembra-se de uma vez em que durante uma festa oferecida pelos pais sussurrou a um convidado desprevenido "Não coma tudo", temeroso de que nada sobraria para ele. Na época, não gostava da rigidez das regras, mas hoje, no entanto, é fiel às normas de hospitalidade ditadas pelos valores confucianos.
Seus colegas ficam impressionados com os ensinamentos de Confúcio com os quais foi criado. "Ele aprendeu que tudo que vale a pena ser feito, deve ser feito bem", elucidou o amigo Bon Moo Koo, diretor executivo e presidente do Grupo LG.
Ao deixar Yangdong, D.K. foi para Seul onde freqüentou a escola secundária e a Universidade Yonsei. O amigo Yi-taek Shim disse que D.K. era um estudante perspicaz e fazia amizades com facilidade. "Ele se dedicou a inúmeras atividades extracurriculares voltadas ao bem da comunidade", explicou Yi-taek, ex-diretor executivo da Korean Air.
Embora seu pai fosse dono de uma empresa têxtil bem sucedida, D.K. não foi mal acostumado. Após a universidade e o serviço militar, passou diversos anos em São Francisco estudando administração de empresas. Como a assistência financeira fornecida pelo pai havia sido modesta, trabalhou como lavador de pratos e mais tarde como ajudante de garçon. "Ele queria que eu tivesse esse tipo de experiência", esclareceu.
D.K. admirava o trabalho rotário de seu pai e de outros rotarianos e também o fato de que eram respeitados na comunidade. Em 1971, associou-se ao Rotary Club de Seoul Hangang e tornou-se governador de distrito em 1995-96. Ao longo dos anos, D.K. ocupou vários cargos na organização, inclusive o de diretor do RI e curador da Fundação Rotária.
Equilíbrio entre diversas funções
D.K. é atualmente presidente da Bubang Co. Ltd. e da Bubang Techron Co. Ltd., um grupo de empresas produdoras de equipamentos eletrônicos e utensílios domésticos, tendo transformado uma pequena manufatura na Coréia do Sul em uma corporação operante na Coréia e na China.
"Ele aperfeiçoou o que foi herdado de seu pai", disse o colega Woo Sik Kim. "É surpreendente, pois não é fácil se encarregar de tudo como ele fez – atividades rotárias, negócios e família."
Na sede da Bubang, em movimentada área de Seul ao sul do Rio Han, D.K. dispensa o elevador e sobe seis andares de escada até seu escritório, onde lembranças do Rotary – fotografias de convenções e assembléias internacionais, flâmulas e prêmios – decoram o ambiente. Seu filho mais velho, Dae Hee, trabalha no primeiro andar como diretor executivo da Lihom, a subsidiária da Bubang que produz aparelhos domésticos.
D.K. e Young têm mais três filhos – as filhas Hee Won e Hee Jung, e o filho Joong Hee – que residem respectivamente em Seul, Cingapura e Nova York. Três dos quatro são casados e têm filhos. A neta mais nova, Tae Kyung, nasceu no dia do aniversário de D.K. em outubro passado.
O orgulho dos filhos pelas realizações do pai é evidente. "A energia dele advém de sua paixão pelo Rotary", explicou Dae Hee. "Ele conta também com o importante apoio da minha mãe."
Young desempenha papel discreto, mas essencial no trabalho do marido. Sua principal função é mantê-lo organizado, preparado e saudável, o que significa por vezes passar roupa, assistir na preparação de discursos ou participar de eventos rotários após longas viagens de avião. Embora tenda a colocar-se em segundo plano enquanto D.K. se dedica a atividades do Rotary, Young é uma mulher independente e carismática, o que se revela nos mais variados momentos, seja dirigindo nas ruas congestionadas de Seul, conversando com entusiasmo sobre sua vida em Evanston ou interagindo com crianças em atividade do Rotary.
Young disse que, ao acompanhar o marido em visitas a projetos rotários, ampliou sua conscientização sobre o impacto causado pelos rotarianos nas diversas comunidades. Ela ficou especialmente impressionada na Índia ao observar médicos realizando cirurgias em uma clínica ambulante. "A Índia é um país grande com inúmeras pessoas carentes, semelhante ao meu país após a Guerra da Coréia. Acho que os rotarianos estão melhorando a situação local", declarou.
Amigos dentro e fora do Rotary
Embora o Rotary, os negócios e a família sejam o centro da vida de D.K., os amigos também recebem alta prioridade. Ele considera a interação social um hobby, especialmente agora que não tem mais tempo para jogar golfe. Entre seus amigos estão o presidente e o primeiro-ministro da Coréia, o secretário da ONU, e dirigentes de universidades e conglomerados corporativos. Estes líderes consideram o envolvimento de D.K. com o Rotary digno de admiração e têm orgulho de vê-lo assumir o comando de uma organização internacional.
Recentemente em Seul, depois de um vôo de 14 horas proveniente de Chicago, D.K. e Young seguiram diretamente ao hotel Grand Hilton para um jantar com Woo Sik, ex-primeiro-ministro adjunto da Coréia; Seong-soo Han, atual primeiro-ministro, D.S. Hur, presidente e diretor executivo da GS Caltex; Wu-Yeong Bang, presidente da Chosun Ilbo ; Jong-Yong Yun, diretor executivo da Samsung, e esposas. Os casais conversaram sobre a política dos Estados Unidos, os candidatos à presidência Hillary, Obama e McCain e os aspectos ligados ao voto da comunidade latino-americana. Questionaram se a o cancêr de pele contraído por McCain no passado deveria ser um fator nas eleições e ponderaram qual candidato poderia ser melhor para a Coréia. O primeiro-ministro Han acrescentou: "D.K. é um dos nossos melhores representantes. Muitos coreanos aguardam com entusiasmo os serviços que prestará em prol das causas do Rotary International".
Para atender à alta expectativa, D.K. sacrifica o sono, dormindo em geral menos de cinco horas por noite. Inicia o dia às 7 da manhã e apressa-se de um encontro a outro em Evanston ou durante viagens. De noite caminha em uma esteira ergométrica enquanto assiste CNN e às vezes trabalha até tarde nos negócios de sua empresa. "Ele é praticamente incansável", declarou Mike Pinson, assistente do presidente. "Lida sempre com três ou quatro coisas ao mesmo tempo, e age rapidamente. É necessário um exército para acompanhar o ritmo dele".
D.K. se esforça para estreitar o relacionamento com companheiros rotarianos e constantemente solicita a opinião daqueles ao seu redor. "Muitas vezes, as pessoas conversam somente com os amigos mais próximos, enquanto D.K. acredita que todas as regiões devem estar bem representadas se quisermos ser uma organização realmente internacional", disse o curador da Fundação Rotária, John Germ.
Essa abordagem inclusiva, aliada à sua hospitalidade, agrada os que trabalham com D.K. "Os governadores eleitos com os quais colabora gostam muito dele", afirmou Mike. "D.K. apresenta metas ambiciosas aos governadores, mas nada que ele mesmo não tenha alcançado."
Tais metas incluem planos arrojados de aumentar o quadro social em 10%, para um total de 1,3 milhão. Ele pretende visitar o maior número possível de clubes. "Acredito que os rotarianos querem ver seu líder", declarou D.K. "Há países com longo histórico no Rotary que nunca viram seu presidente".
D.K. dará atenção especial aos esforços de equiparação dos US$100 milhões oferecidos pela Fundação Bill e Melinda Gates e à diminuição do número de países pólio-endêmicos. Continuará a ênfase do ex-presidente do RI Wilf Wilkinson em recursos hídricos, saúde, nutrição e alfabetização, e adicionará como novo destaque a redução da mortalidade infantil. A decisão de incluir mais um enfoque foi reforçada em uma visita à África, onde viu casos de mulheres desnutridas demais para amamentar seus bebês. D.K. afirma que muito do trabalho realizado pelo Rotary, como fornecimento de água potável, aprimoramento da assistência médica e combate à fome, está diretamente ligado à redução da mortalidade infantil.
O ex-presidente do RI Luis Vicente Giay declarou que a preocupação de D.K. com o bem-estar infantil é ratificada por todos. "Quando o assunto é criança, as pessoas reagem imediatamente porque as crianças são o futuro. Rotarianos, ONGs e representantes governamentais estão altamente interessados em reduzir a mortalidade infantil."
"Este não é um problema que possamos resolver em um ano", esclareceu D.K. "Há um provérbio coreano que diz: ‛Começar é a metade do trabalho’. Estou motivado a começar o trabalho." Ele continuará a se dedicar à redução da mortalidade infantil após o término de seu mandato. D.K. conta com a ajuda de diversos amigos, especialmente de seu mentor no Rotary, In Sang Song. Os dois trabalharam juntos em 1994, quando D.K. era governador eleito de distrito e In Sang diretor do RI. "D.K. foi o governador eleito mais entusiasmado que já vi. Sua personalidade extrovertida e o desejo de aprender o máximo possível eram marcantes", relembra In Sang.
D.K. e In Sang compartilham o desejo de retribuir à comunidade mundial a assistência recebida após a Guerra da Coréia (1950 – 1953). "A Coréia era muito pobre. Diversos governos e organizações internacionais ajudaram a reconstruir o país", declarou D.K. "Hoje nossa economia é vigorosa e os coreanos querem devolver a generosidade. É por isso que o Rotary na Coréia está prosperando do mesmo modo que a economia nacional."
Quando D.K. tornou-se rotariano, seu pai recomendou que jamais faltasse a uma reunião de clube e que não esperasse glória pessoal por seu trabalho no Rotary. Won Gap Lee lhe disse também que a competição pelos cargos de líderes no Rotary era acirrada e o aconselhou, receoso de que o filho pudesse decepcionar-se, a deixar tais funções para outros. Quando líderes de clube e distrito sugeriram que se tornasse governador de distrito resistiu o máximo possível, lembrando-se do conselho recebido. Ao tornar-se governador em 1995, seu pai já havia falecido. "Ele teria me pedido para ser o melhor governador do mundo", disse D.K.
D.K. teve um mandato extraordinário como governador do Distrito 3650. Atendendo ao apelo para desenvolvimento do quadro social lançado pelo então presidente do RI Herb Brown e com o apoio de In Sang, fundou 32 clubes e recrutou cerca de 1.800 sócios em seu distrito. Pelo fenomenal esforço foi laureado com o prêmio Desafio de Calgary em 1996. Agora, ao assumir um cargo que seu pai jamais imaginou pudesse vir a ocupar, reflete sobre qual seria a reação daquele que, embora estrito, havia sido um bom educador.
"Se meu pai estivesse vivo, ele seria meu mentor. Sei que ficaria orgulhoso."