quarta-feira, 13 de agosto de 2008

ShelterBox e Rotários oferecem ajuda a vitimas de terramoto na China


Quatrocentos contêineres da ShelterBox chegarão este fim de semana na província chinesa de Sichuan para aliviar a aguda falta de itens básicos devido ao terremoto que abalou a região no dia 12 de maio em decorrência do qual 50.000 pessoas pereceram e outras 5 milhões ficaram ao desabrigo. Outros 400 contêineres adicionais estão a caminho.
Cada contêiner provê uma tenda, fogareiro, kit de purificação de água, cobertores, ferramentas e outros itens de primeira necessidade para que uma família de 10 pessoas possa sobreviver por período de seis meses. ShelterBox é uma organização humanitária sediada no Reino Unido patrocinada por Rotary Clubs do mundo inteiro.
A pedido do governo chinês, a ShelterBox estará providenciando mais 1.700 tendas. Agências de notícias informam que refugiados estão chegando em grande número às cidades e dormindo ao relento, em estádios desportivos e em tendas improvisadas.
Três membros da equipe de socorro da ShelterBox encontram-se em Chengdu, a capital de Sichuan, para colaborar com os esforços humanitários. "A magnitude da tragédia estava além da minha imaginação", disse Tom Lay, membro da equipe da ShelterBox, à BBC News.
LifeBox, um projeto humanitário do Rotary Club de Denton & Audenshaw em Manchester, Inglaterra, também está contribuindo com os trabalhos de socorro em Sichuan. Cem contêineres da LifeBox com ferramentas, roupas, cobertores e suprimentos para bebês, além do kit de purificação de água chamado LifeStraw, foram enviados à província de Sichuan junto com 1.200 kits LifeStraws adicionais.
Rotary Clubs na China têm ajudado a providenciar as licenças necessárias para a entrada no país do material doado. O Rotary Club de Beijing, localizado a mais de 1.400 km do local da calamidade, está analisando vários projetos de ajuda. Os sócios pretendem utilizar US$4.000 para adquirir e distribuir leite para os bebês da região afetada. Além disso, estão captando fundos, tendo angariado US$1.000 numa reunião no dia seguinte ao terremoto. Mike Ma, presidente desse clube, disse que parte dos fundos arrecadados com o jantar dançante anual que se realizará na semana que vem, e que será prestigiado pelo Presidente Eleito do RI Dong Kurn Lee, será encaminhada para ajudar as vítimas da catástrofe.
"Conversas para prestar apoio psicológico já estão em andamento com a Cruz Vermelha na China", disse Ma. "Também estamos analisando projetos de reconstrução de longo prazo."Sandra Prufer contribuiu para este artigo.

Rotários viajam à Etiópia para imunizar crianças contra a pólio


Mais de 70 rotarianos dos Estados Unidos e Canadá trabalharam lado a lado com voluntários, profissionais da área de saúde e outros rotarianos em uma campanha nacional de vacinação contra a pólio, realizada na Etiópia nos dias 18 a 20 de outubro.
Ezra Teshome, do Rotary Club de Seattle, liderou a campanha. Ele emigrou da Etiópia para os Estados Unidos em 1971 e já encabeçou outras sete iniciativas como esta. “Esta é uma oportunidade histórica para acabar com a pólio em minha terra natal e no mundo”, afirmou Teshome. “Precisamos continuar nossa luta até que todas as crianças estejam protegidas contra as trágicas conseqüências dessa doença.”
Os esforços para acabar com a pólio na Etiópia já mostram resultados significativos. O país registrou apenas 22 casos em 2005, 17 em 2006 e, neste ano não registrou sequer uma incidência. Mas é preciso manter vigilância constante, sobretudo na época das peregrinações, quando a região recebe milhares de visitantes.
Além de vacinar crianças contra a pólio, o grupo visitará um poço artesiano, que fornece água potável a cerca de 30 aldeias vizinhas e foi escavado com a ajuda do Rotary. Investindo-se apenas US$0,60 por vacina, é possível proteger uma criança contra a pólio por toda a vida. O número de casos da doença foi reduzido de 350.000 na década de 80 para cerca de 2.000 em 2006. Atualmente o vírus é endêmico somente no Afeganistão, Índia, Nigéria e Paquistão.
O compromisso do Rotary em erradicar a pólio representa a maior contribuição da iniciativa privada a uma campanha de saúde mundial. O Rotary já doou US$620 milhões à causa desde 1985, dos quais US$7,7 milhões beneficiaram diretamente a Etiópia. Além do apoio financeiro, mais de um milhão de rotarianos já doaram tempo e recursos pessoais para a imunização de quase dois bilhões de crianças em 122 países em campanhas nacionais de imunização.
Mais de 70 rotarianos dos EUA e Canadá participaram da campanha da Etiópia.

A compreensão salvará o mundo da fome


Uma maior compreensão da pobreza é a inspiração de que os rotarianos precisam para acabar com ela, afirmou Deepa Willingham durante a segunda sessão plenária para cônjuges na assembléia internacional.
Willingham, sócia do Rotary Club de Santa Ynez Valley, Califórnia, EUA, disse à platéia que 1,3 bilhão de pessoas em todo o mundo sobrevive com menos de US$1 por dia, e que 10 milhões de crianças com menos de cinco anos morrem todos os anos devido às condições precaríssimas em que vivem. "Esses números me assustam e me deixam muito triste", ela afirmou.
Estatísticas como essas levaram Willingham a criar a PACE Universal (Promise of Assurance to Children Everywhere, ou Promessa de Apoio às Crianças) em 2003. A missão da organização é apoiar iniciativas nas áreas de educação, nutrição, saúde e desenvolvimento social para meninas que vivem nas favelas de Calcutá (Índia), e em outras partes do mundo.
"Sou apenas uma rotariana que vive numa pequena cidade do sul da Califórnia, mas acredito que, se fizer a minha parte, por menor que seja, já estou fazendo uma grande diferença", disse Willingham.
O clube dela tornou-se parceiro do Rotary Club de Calcutta Metropolitan na construção do prédio do Piyali Learning Center, que visa atender 1.200 meninas e 500 meninos de regiões extremamente carentes de Calcutá.
O centro também ajudará a prover água potável, saneamento e fornos movidos a energia solar para a comunidade de Piyali Junction. "O objetivo será realizar projetos auto-sustentáveis que transformem permanentemente a vida das pessoas, pois aqueles que vivem na pobreza não têm como decidir seu próprio destino", esclareceu Willingham.
O Rotary pode e deve auxiliar pessoas que vivem em extrema pobreza, acrescentou Willingham. "Os projetos dos rotarianos são exemplo perfeito de como o trabalho de cada um pode mudar a vida de uma pessoa ou mesmo de toda uma comunidade."

Para uma visão melhor da saúde na Índia


O Rotary Club de Coimbatore Central, Tamil Nadu, na Índia, é o cerne de uma campanha internacional contra a cegueira evitável realizada no país há quase 20 anos.
Segundo a Blind Foundation for India, cerca de 80% dos quase 15 milhões de casos de cegueira entre os indianos podem ser evitados ou curados. Esse número inclui males como catarata, deformações na córnea e retinopatia diabética.
Preocupado com a situação, em 1990 o clube de Coimbatore Central estabeleceu parceria com a Sankara Eye Foundation, organização dedicada a evitar a cegueira que conta com vários postos em todo o país. Um subsídio 3-H da Fundação Rotária no valor de US$167.000, somado ao apoio de distritos da Índia e dos EUA, financiou quase 10.000 cirurgias ao longo de cinco anos no Sankara Eye Centre de Coimbatore.
Desde então, o clube já coordenou outros seis projetos financiados por Subsídios Equivalentes. Em 2007, uma dessas iniciativas envolveu a participação de seis distritos da Índia e dos EUA, além de diversas outras entidades filantrópicas, para levar modernas unidades a vilarejos rurais com o objetivo de realizar exames de vista em indivíduos com idade acima de 40 anos. Ao todo, foram realizadas 5.613 campanhas em cinco estados onde foram examinadas mais de 32 milhões de pessoas e oferecidas mais de 362.000 cirurgias gratuitas.
Clubes de diversos outros países trabalharam com o Rotary Club de Coimbatore Central em projetos distritais não subsidiados pela Fundação Rotária. A parceria com o Rotary Club de Bremen-Hansa, da Alemanha, por exemplo, resultou em projeto multidistrital que financiou cerca de 1.500 cirurgias. Rotaractianos da Holanda angariaram US$23.000 para ajudar a instituição Sankara Eye Centre a equipar as salas de operação.Adaptado de matéria de Varsha Makhija para a edição de fevereiro de 2008 da Rotary News/Rotary Samachar, a revista regional dos distritos de Bangladesh, Índia, Nepal e Sri Lanka

San Diego — O lema do presidente eleito do RI, Dong Kurn Lee, para 2008-09 lança ao Rotary o grande desafio de reduzir a mortalidade infantil, disse o presidente atual, Wilfrid Wilkinson, aos governadores entrantes durante a assembléia internacional. Mas, se todos trabalharem pelas ênfases definidas por Lee — recursos hídricos, saúde e provisão de alimentos, e alfabetização —, será possível não apenas enfrentá-lo, como vencê-lo.
Wilkinson disse aos governadores eleitos que a falta de água potável no mundo contribui para que pelo menos 6.000 crianças com menos de cinco anos morram todos os dias. É por esta razão que a primeira ênfase para 2008-09 irá incentivar clubes a criar projetos voltados para recursos hídricos e saneamento.
“Todo Rotary Club deve ter orgulho dos trabalhos que realiza nesse campo, e todos os clubes devem se envolver", afirmou Wilkinson.
A saúde e a provisão de alimentos são a segunda ênfase do próximo ano rotário. O atual presidente citou dados alarmantes sobre a mortalidade infantil causada por doenças há muito sob controle, como infecções respiratórias agudas, problemas gastrointestinais e malária. "O conhecimento é a melhor forma de prevenção", ele disse.
“Precisamos saber as causas da mortalidade infantil se quisermos acabar com ela", disse Wilkinson.
A terceira ênfase para o próximo ano é a alfabetização. “Muitos dos problemas que afetam as crianças podem ser evitados com o acesso à educação", disse o presidente. "O Rotary pode e deve oferecer a elas esta dádiva."
Wilkinson indicou à platéia que: "A redução da mortalidade infantil é tarefa monumental. No Rotary, falamos muito sobre atingir o equilíbrio entre ambição e realismo, razão e emoção, grandes projetos e pequenos projetos. O lema do presidente Lee, Realizemos os Sonhos , e suas ênfases para 2008-09, são o melhor exemplo disso.”

A Paz é Possivel


O principal orador do evento, Robert F. Kennedy Jr., nomeado pela revista Time um dos "heróis do planeta", lembrou a todos que "precisamos proteger o meio ambiente se quisermos alcançar paz e justiça. Os sistemas de valores que unem a humanidade estão fundamentados na natureza".
Kennedy recebeu dois títulos de Companheiro Paul Harris, um para ele mesmo e outro para seu pai, o senador norte-americano Robert F. Kennedy, assassinado em 1968.
A conferência foi aberta ao público, o que atraiu centenas de residentes da região. "Abrimos as portas e convidamos toda a comunidade a participar", conta Jennifer Jones, anfitriã da conferência e governadora do Distrito 6400.
"O fato de que esta conferência está sendo realizada na mais longa fronteira aberta entre dois países é o maior testemunho de que a paz é possível", afirmou Wilkinson, que durante todo o fim de semana enfatizou que a paz mundial é o cerne dos programas educacionais e humanitários do Rotary.
"Essas são as questões que geram paz ou guerra", ele explicou. "Quando solucionamos esses problemas, estamos diretamente criando paz e estabilidade."
Mas os obstáculos para se alcançar a paz são muitos. "Dizemos que a paz é possível, mas devemos saber que não será alcançada facilmente", alertou o presidente honorário Allan Rock, ex-embaixador do Canadá nas Nações Unidas e líder do painel de discussões que contou também com a participação do embaixador da Jordânia nos EUA, Príncipe Zeid Ra’ad, e o ex-ministro de Relações Exteriores do Canadá, Lloyd Axworthy. Os três discutiram diversos fatores que ameaçam a paz, como a proliferação de armas nucleares, a instabilidade do Oriente Médio, terrorismo, aquecimento global, governos despreparados e os muitos problemas de ordem econômica, social e política que afetam os países da África.
A boa notícia é que o Rotary está fazendo a sua parte para preparar a próxima geração de líderes a lidar com tais desafios. Isto está sendo feito através das duas iniciativas da organização voltados à paz: os Centros Rotary de Estudos Internacionais e o Programa Rotary para Estudos sobre Paz e Conflitos. Na sessão liderada por Eddie Blender, presidente da iniciativa Doações Extraordinárias para os Centros Rotary, alguns ex-participantes falaram sobre sua experiência. "Não existe hoje no mundo nada como os Centros Rotary", afirmou Lee-Anne Mulholland, advogada de Belfast, Irlanda do Norte, que se formou no programa em 2006 pela University of California-Berkeley. Atualmente, ela trabalha com casos de violações de direitos humanos para uma firma de advocacia internacional.
O encerramento do fórum deu-se com celebração ecumênica seguida do pronunciamento de Kennedy. Quando os aplausos cessaram, Wilkinson disse: "Tive uma idéia: vamos levar o que ouvimos aqui para a convenção em Los Angeles e compartilhar esta mensagem com todos!".

San Diego — Aprimorar a imagem pública do Rotary e aumentar a base de apoio dos clubes e distritos à Fundação Rotária são apenas duas das metas estabelecidas pelo presidente eleito do conselho de curadores da Fundação, Jonathan Majiyagbe, para o ano de 2008-09. Durante a assembléia internacional, Majiyagbe pediu a colaboração dos mais de 530 governadores na tarefa de alcançar tais metas e Realizar os Sonhos.
As metas da Fundação Rotária para 2008-09 são:
1. Manter a promessa de erradicar a pólio.
2. Aumentar o apoio aos dois pilares que a sustentam: o Fundo Anual para Programas, por meio da iniciativa Todos os Rotarianos, Todos os Anos e o Fundo Permanente.
3. Participar da iniciativa Sua Fundação, Nossa Fundação, que busca utilizar verbas de fundações de clubes e distritos para financiar as Bolsas Rotary pela Paz Mundial e apoiar a erradicação da pólio.
4. Aprimorar a imagem pública do Rotary.
5. Apoiar o Plano Visão de Futuro da Fundação Rotária.
As duas primeiras metas são semelhantes às metas para 2007-08, mas as três últimas são novas para este ano.
Se os rotarianos trabalharem juntos para apoiar a terceira meta da Fundação, Majiyagbe acredita que será possível financiar as Bolsas Rotary pela Paz Mundial permanentemente e erradicar a pólio de uma vez por todas.
“Muitos clubes e distritos rotários têm fundações e fundos de dotação próprios, por vezes maiores do que o da Fundação Rotária", ele conta. "Houve um tempo que a Fundação achava que essas entidades eram nossas concorrentes, mas quero mudar essa percepção. Elas devem ser vistas como nossas parceiras.”
O presidente do conselho de curadores acha ainda que a Fundação pode alcançar resultados muito mais duradouros se tais fundações de clube e distrito contribuírem 10% de seus fundos à erradicação da pólio e às Bolsas Rotary pela Paz Mundial. Majiyagbe também pede aos rotarianos que usem cada vez mais seus cartões de crédito de afinidade, que já angariaram US$5,5 milhões para a Fundação desde que foram lançados.
Com tanto trabalho pela frente, é hora de trabalhar pela quarta meta, aprimorar a imagem pública do Rotary. “Uma melhor imagem pública nos ajudará a atrair novos sócios para o Rotary, e novos doadores à Fundação", disse o presidente.
A quinta meta, apoiar o Plano Visão de Futuro, ajudará "não apenas a manter a Fundação viável, mas também a ajudará a operar de forma mais eficiente".
Fundacao Rotaria Metas para 2008-09