segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Milhões são afetados por enchentes na Índia

Na semana passada, o ex-presidente do RI Rajendra Saboo visitou o Distrito de Saharsa em Bihar, na Índia, para ver de perto a destruição causada pelas enchentes ocorridas em agosto.
Chuvas torrenciais de monções no sul do Nepal causaram o colapso de barragens ao longo do rio Kosi, que atravessa o estado indiano de Bihar, um dos mais pobres do país. Sem contenção, o rio transbordou, causando a maior enchente da região em mais de 50 anos e forçando o êxodo de milhões de habitantes.
Durante uma visita de dois dias à região, Saboo, acompanhado do ex-governador Ranjit Bhatia do Distrito 3080 (Índia), encontrou-se com o governador Lal Bahadur Singh do Distrito 3250 (Índia) para juntos avaliarem a reação do Rotary até o momento.
"As condições em Bihar são precaríssimas", afirmou Saboo. "Fiquei muito feliz em ver como clubes e distritos rotários em todo o mundo proveram assistência imediata. A presença dos rotarianos nesta fase está sendo fundamental, mas ainda há muito por fazer. Sabemos que o Rotary irá ajudar, como sempre o faz em situações como esta."
Caminhões chegam de todas as partes com suprimentos de primeira necessidade. Os Distritos 3131 e 3140 enviaram medicamentos, roupas, alimentos e cobertores. Dois médicos do Distrito 3100 foram ao local prestar socorro às vítimas. Devido ao nível de destruição causado, cerca de 600.000 desabrigados ainda encontram-se em acampamentos montados pelo governo e organizações filantrópicas.
O retorno
O Rotary Club de Calcutta-Mahanagar pretende enviar 3.500 kits contendo itens básicos à subsistência, como lonas, fogareiro, utensílios de cozinha, tabletes de cloro, pasta de dente, etc.
Voluntários do Rotary seguiram a Bihar para ajudar a distribuir os kits aos desabrigados e às famílias que ficaram isoladas nos vilarejos alagados. Segundo Saboo, porém, a maior carência é de médicos. O ex-presidente teme o surgimento de epidemias devido às condições precárias e insalubres dos acampamentos. Ele explica também que distritos rotários na Índia estão providenciando acomodações para médicos voluntários que venham prestar socorro às vítimas.
O diretor do RI Ashok M. Mahajan coordenará esforços para equiparar os fundos angariados pelo Rotary na Índia.
Saboo admite ter-se comovido com o espírito e a determinação dos sobreviventes das enchentes. "A força desses indivíduos é impressionante", disse.
"A compaixão e o apoio do Rotary serão cruciais para essas pessoas", afirmou o ex-presidente. "Este é um daqueles momentos em que a honestidade de propósito trará satisfação muito maior do que qualquer reconhecimento."
Para informações sobre como ajudar, entre em contato com o Governador de Distrito Singh ou o coordenador da Zona 6 do RI, Shekhar Mehta.

Rotarianos são implacáveis contra a pólio no Paquistão

Levados por compaixão, compromisso e coragem, sócios do Rotary Club de Peshawar, Paquistão, ajudaram recentemente a imunizar crianças de uma das mais remotas e perigosas partes do mundo participando de Dias Regionais de Imunização realizados de 15 a 17 de setembro no noroeste do país, na fronteira com o Afeganistão.
"Há 320 casas na região, e a população local é carente em áreas básicas como educação e saúde", diz o rotariano Syed Feroz Shah.
"Antes da campanha de imunização, foi feita uma apresentação sobre mobilização social aos residentes. A colaboração foi excelente, principalmente dos mais jovens, que participaram ativamente da caminhada para conscientização sobre a importância da vacinação contra a pólio."
Visitas às casas
Durante os três dias da campanha, rotarianos de Peshawar foram de casa em casa e imunizaram 905 crianças menores de 5 anos, aconselhando também os pais sobre as próximas vacinações.
Nos dois dias após a campanha, sócios do clube tentaram persuardir famílias que tinham se recusado a vacinar seus filhos. Como resultado, outras 105 crianças foram vacinadas.
Para erradicar a pólio no Paquistão, grande enfoque será dado às regiões de Balochistan, Islamabad, North-West Frontier e Punjab, consideradas as de maior risco.
"Apesar dos desafios, estamos comprometidos a eliminar a pólio", salienta Saeed Akbar Khan, agente da Organização Mundial da Saúde em Peshawar.

Sua voz, sua solução para o que é o Rotary

Bem-vindo ao fórum do Rotary International para a solução de problemas. Todos os meses, pedimos aos rotarianos que dêem idéias e nos informem sobre as estratégias que usam para lidar com os desafios enfrentados no dia a dia.
Contribua para criar uma base sólida de conhecimentos rotários, melhores práticas e novas idéias úteis aos rotarianos do mundo inteiro para melhorar seus clubes e os serviços que prestam à comunidade.
Na seção de comentários descreva a solução que encontrou para resolver o problema indicado abaixo. Retorne a esta página no fim do mês para ler as soluções utilizadas por outros rotarianos.
Problema: como descrever o Rotary rapidamente
Você é apresentado a alguém que nunca ouviu falar do Rotary.
Como você descreveria o Rotary em menos de 30 segundos?
Problema de setembro: recrutar pessoas jovens
Problema de agosto: retenção de sócios

domingo, 16 de novembro de 2008

Presidente do RI faz pronunciamento na ONU


Durante fórum organizado em Nova York no dia 25 de setembro pelo secretário geral da ONU, Ban Ki-Moon, o presidente do RI, Dong Kurn Lee, elogiou a parceria de 20 anos entre as duas entidades na luta contra a pólio.
Diante de líderes civis e governamentais, D.K. Lee reafirmou o compromisso do Rotary em trabalhar lado a lado com a ONU pela erradicação da doença e criação de um mundo onde cada vez mais pessoas possam viver saudáveis e em paz.
"Hoje o mundo está mais próximo de eliminar a poliomielite e alcançar o quarto Objetivo de Desenvolvimento do Milênio: a redução da mortalidade infantil", afirmou Lee. "Os laços que criamos permanecerão e darão frutos muito além da aniquilação de uma doença."
O presidente Lee e outros representantes do RI fizeram parte de um grupo que se reuniu por quatro dias em Nova York para avaliar o andamento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio adotados por líderes mundiais em 2000. Líderes governamentais, representantes de ONGs e filantropos também fizeram parte da coalizão, que reiterou seu compromisso em reduzir a fome e a pobreza, e aprimorar as condições de saúde no mundo até 2015.
Outros oradores foram Bill Gates, presidente da Fundação Bill & Melinda Gates, o diretor geral da Unesco, Kiochiro Matsuura, e a diretora geral da OMS, Margaret Chan.
"A pauta do Rotary enfoca todos os objetivos do milênio: saúde, fome, meio ambiente e educação", afirmou Sylvan Barnet, representante do RI nas Nações Unidas. "Este evento ajudou a promover o Rotary junto a líderes mundiais e governamentais."
O secretário geral do RI, Ed Futa, contou que a reunião à qual compareceu foi bastante intensa.
"O que mais me impressionou foi que todos -- de chefes de estado a CEOs -- reconhecem o Rotary International e o trabalho que fazemos", ele disse.
Outros eventos realizados durante a semana foram:
A Casa Branca, na figura da primeira-dama norte-americada Laura Bush, organizou um simpósio sobre alfabetização e leitura no dia 22 de setembro onde foram discutidos os resultados das seis conferências sobre o tema realizadas pela Unesco desde 2006. O vice-presidente do RI, Monty Audenart, participou do encontro.
No dia 23 foi realizado um debate sobre como financiar iniciativas de educação de modo a alcançar os objetivos do milênio. O representante do RI, Sylvan Barnet, informou o grupo sobre as recentes campanhas de imunização realizadas pelo Rotary e autoridades locais no Afeganistão.
Um fórum sobre soluções a longo prazo para a crise de alimentos foi organizado no dia 24. O secretário geral Ed Futa era um dos cem CEOs, líderes governamentais e diretores de fundações e agências da ONU presentes ao evento. Leia sobre o Dia do Rotary nas Nações Unidas (8 de novembro)

Rotarianos de São Paulo ajudam família norte-americana

Carol Buzbee não conhecia ninguém em São Paulo, quando ali chegou num vôo de evacuação médica com sua filha, acometida de doença grave enquanto servia como voluntária sob os auspícios de entidade internacional de caridade.
Buzbee não tinha dinheiro brasileiro, visto nem bagagem -- e não sabia nenhuma palavra de português.
Depois de passar 48 horas no hospital velando Samantha, ela se surpreendeu ao receber um telefonema do Rotariano Victor M. Esteves de Moraes, sócio do Rotary Club de São Paulo, oferecendo-se para ajudá-la da maneira que fosse necessária.
"Victor veio ver-me no hospital naquela mesma noite e me entregou dinheiro em moeda local, além de levar minhas roupas para serem lavadas", lembra Carol.
Samantha estava prestando serviços voluntários no Paraguai por intermédio da entidade Amigos de las Américas quando adoeceu. Os médicos da localidade não conseguiram diagnosticar o mal da jovem cujas condições de saúde se agravaram. Pouco depois sua mãe chegou, proveniente de Mantua, Ohio, EUA, e Samantha foi transferida ao hospital Albert Einstein em São Paulo. Victor Moraes, sua esposa e filhos calorosamente receberam Carol em sua casa quando no hospital a informaram de que já não podia passar a noite no quarto da filha.
"Quando soube que alguém necessitava de ajuda e que eu podia prestá-la, fiz o que precisava ser feito e pronto", disse Victor.
Dulce Mara Romanin, presidente da subcomissão de subsídios do Distrito 4610, também colaborou levando Carol para almoçar e comprar roupas e outros artigos de primeira necessidade.
Segundo Carol, Dulce simplesmente lhe disse: "Pense que sou sua melhor amiga e peça-me ou pergunte-me o que quiser".
Dulce e Victor tomaram conhecimento da situação por intermédio da avó de Samantha, Phyllis Boldon, que havia contatado o Rotary Club de Mantua com a esperança de que alguém no Rotary pudesse ajudar. Pearl Austin, presidente do clube, enviou um e-mail a quatro governadores de distrito em São Paulo.
Austin também entrou em contato com uma família de Ohio que tinha contato com participantes de Intercâmbio de Jovens provenientes da região de São Paulo. Os estudantes entraram em contato com seus pais, que encontraram um médico que falava inglês e que se ofereceu para visitar a família Buzbee no hospital para tranqüilizá-la.
Samantha foi finalmente diagnosticada com penumonia bacteriana, passou a tomar o antibiótico correto e rapidamente seu quadro clínico melhorou.
Depois de regressar aos Estados Unidos, Carol, Samantha e Phyllis visitaram o clube de Mantua para expressar sua gratidão.
"O que eu fiz foi tão pouco", disse Austin. "Foram os rotarianos do Brasil que realmente fizeram tudo."

A dádiva da educação

Rhoderick Samonte sabe muito bem o que é não poder arcar com os custos de um diploma.
Ao ser aceito no programa de mestrado da Brandeis University, deu-se conta que não teria como financiar o curso. "A minha reação foi ao mesmo tempo de esperança e desespero. Pensei em desistir."
Samonte ouviu falar do Fundo para Concessão de Bolsas Educacionais a Países de Baixa Renda dois dias antes de vencer o prazo dos pedidos. Ele se candidatou a uma Bolsa Educacional para 2004-06 e teve seu pedido aprovado.
"Meu envolvimento com o Rotary me fez acreditar de novo na prestação de serviços", diz o bolsista. "O acesso à educação não é apenas um privilégio, mas uma dávida a ser retribuída."
Encruzilhada
Em 2006, Samonte viu-se diante de nova encruzilhada. Após obter o almejado diploma, sentiu-se compelido a permanecer nos Estados Unidos, mas sabia que tinha a responsabilidade de voltar ao seu país de origem e ajudar seus conterrâneos.
Ao retornar às Filipinas, Samonte lançou o programa Youth Entrepreneurship Service (YES, ou "sim", em português), que oferece microempréstimos a 100 jovens da cidade de Bacolod City, na região de Negros Occidental. A iniciativa foi levada a cabo graças a uma colaboração entre o Rotary Club de Wellesley, Massachusetts, EUA, e o Rotary Club de Bacolod South.
Através do YES, os jovens aprendem ofícios como alfaiataria, conserto de pequenos aparelhos eletrônicos e preparo de alimentos. Ao terminarem o curso, recebem uma quantia para começar um novo negócio. O objetivo é que trabalhem em cooperativa e ajudem uns aos outros a economizar para que possam pagar por seus estudos. Em maio, o programa recebeu um Subsídio Equivalente da Fundação Rotária no valor de US$20.000.
"Sou muito grato ao Rotary por acreditar neste projeto", diz Samonte. "Os jovens são o futuro de qualquer comunidade. O que será das comunidades se não oferecerem educação a eles?"

Feiras de projecto aliam negócios a companheirismo

Dois eventos a ser realizados ainda este ano em Abidjan, na Costa do Marfim, e Manta, no Equador, são ótimos exemplos de como as feiras de projetos do Rotary promovem o ideal de servir e o companheirismo.
"As feiras de projetos aliam negócios e diversão", diz Robert Atta, coordenador do evento West Africa Project Fair (WAPF), a ser realizado em Abidjan nos dias 5 a 12 de novembro. "A aproximação entre os Rotary Clubs garante a estabilidade dos projetos atuais e assegura projetos futuros." A meta é forjar e fortalecer parcerias para ajudar comunidades carentes.
As feiras também são excelente oportunidade para os rotarianos conhecerem a vida e a cultura de outros países.
West Africa
O evento WAPF, realizado este ano pela quinta vez, é organizado por 50 Rotary Clubs do Distrito 9100 (West Africa) e reunirá clubes sobretudo da América do Norte e Europa para discutir cerca de 200 projetos relacionados a recursos hídricos, combate à fome e erradicação da pólio na África Ocidental.
A feira incluirá também seminários sobre a Fundação Rotária e uma campanha de vacinação contra a pólio de dois dias.
"Sempre fico feliz ao ver Rotary Clubs do mundo inteiro apresentar projetos que possam beneficiar a África", conta Atta, que é membro do Rotary Club de Accra, em Gana, e ex-governador do Distrito 9100. "As feiras de projetos certamente têm muito a oferecer ao Rotary."
Equador
Manuel Nieto, sócio do Rotary Club de Quito e coordenador da quinta feira de projetos de Manta, no Equador, a ser realizada entre 17 e 18 de outubro, busca oferecer aos participantes não somente a oportunidade de forjar parcerias, mas de ver as belezas e visitar tesouros artísticos e culturais de seu país. Após a feira, os rotarianos poderão desfrutar de pacote de cinco dias às Ilhas Galápagos ou excursão de quatro dias pela floresta amazônica.
Nieto afirma que os primeiros quatro eventos ajudaram muito os clubes pequenos do Equador. "Muitos desses clubes não têm a chance de estabelecer contatos para lançar projetos humanitários", explicou. O coordenador acha que as feiras podem ajudar qualquer país que busca financiamento e parceiras para projetos humanitários. "Desde o primeiro ano, o montante contribuído por rotarianos dobrou. Nosso sucesso demonstra que qualquer país pode realizar evento semelhante."
Cerca de 40 clubes e mais de 100 rotarianos participarão do evento de Quito. A maioria dos projetos será voltada a educação, recursos hídricos e saúde infantil.