quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Viagem inédita de rotariano afegão é motivo de esperança


Mohammad Dost Safai, um rotariano de fala suave e pausada, caminha em meio aos participantes da convenção do RI de 2008 na esperança de conhecer rotarianos que possam ajudá-lo a mudar seu país.
Safai, que é sócio do Rotary Club de Jalalabad, é o primeiro rotariano do Afeganistão a comparecer a uma convenção rotária, onde deseja não apenas representar seu país, mas conhecer melhor a organização.
"Quero aprender como o Rotary opera e como nosso clube pode participar de projetos que ajudem meu país", disse Safai, que no próximo ano será o presidente de seu clube. "Quero levar todas essas informações para casa."
Safai é professor de inglês na Universidade de Nangarhar, em Jalalabad. Ele ingressou no Rotary Club da cidade após participar de equipe de Intercâmbio de Grupos de Estudos que visitou San Diego, nos EUA, em 2005.
A primeira vez que ouviu falar do Rotary havia sido no ano anterior, quando sócios do Rotary Club de La Jolla Golden Triangle, em San Diego, instalaram computadores e acesso à Internet na universidade onde Safai leciona. No ano seguinte, o mesmo clube dos EUA angariou US$200.000 que foram destinados à construção de escola de ensino secundário em Jalalabad. Safai ficou impressionado com os resultados trazidos para a comunidade.
"Esses projetos foram tão positivos para a cidade que os moradores passaram a respeitar o Rotary", diz o rotariano. "Eu percebi os benefícios que a organização pode trazer e o quanto ela pode ajudar o Afeganistão."
Mas ainda há muitos obstáculos a ser superados. O país ainda sofre com um governo instável, corrupção e conflitos na fronteira com o Paquistão, fatores que dificultam a organização de novos clubes na região. O Afeganistão conta com apenas cinco clubes, todos fundados há menos de cinco anos. Devido à falta de serviço de correios em Jalalabad, o clube de Safai precisa cruzar a borda com o Paquistão para executar suas tarefas administrativas.
Como os recursos no país são tão escassos, o Rotary Club de Jalalabad busca o apoio e a orientação de clubes mais antigos do Paquistão. Mas os problemas políticos e de segurança dificultam a entrada dos rotarianos paquistaneses no Afeganistão.
"Nossos clubes precisam de treinamento e direção. Espero fazer contato com clubes que nos ajudem a ser mais estáveis e fortes. Esta é uma excelente oportunidade para estreitar laços com outros rotarianos."
As áreas que mais precisam de assistência são educação e saúde, diz Safai. "O Rotary pode nos ajudar a melhorar as condições de vida das crianças", explicou.
Ao testemunhar o companheirismo dos rotarianos na convenção, Safai ficou ainda mais inspirado a disseminar os valores da organização em seu país. "Considero cada rotariano como um irmão", diz, acrescentando: "Não posso imaginar o que seria o mundo sem o Rotary."

Cultura e comunicação são o enfoque de encontro sobre o Intercâmbio de Jovens


Ninguém esquece uma experiência como o Intercâmbio de Jovens . Nos dias 12 a 14 de junho, os dirigentes do programa reuniram-se em Los Angeles para debater tópicos como comunicações, preparação, recrutamento e, sobretudo, as memoráveis lições de vida aprendidas.
"Depois do Pólio Plus, o Intercâmbio de Jovens é provavelmente o programa mais conhecido do Rotary", disse à platéia o presidente do RI, Wilfrid J. Wilkinson. "Trata-se de um programa maravilhoso e importantíssimo, pois insere os jovens no mundo rotário", afirmou Wilkinson, que contou ao grupo como ele e sua esposa, Joan, hospedaram sete estudantes de intercâmbio.
Durante o evento, os participantes ouviram palestras de ex-participantes e dirigentes do programa, e encenaram situações inesperadas, ou mesmo cômicas, que podem acontecer quando pessoas de culturas diferentes tentam se comunicar. Em seguida, o grupo discutiu formas de evitar alguns desses mal-entendidos.
O presidente da comissão do RI de Intercâmbio de Jovens, Dennis White, falou sobre a necessidade de treinar os dirigentes para que compreendam e aceitem as diferenças culturais não apenas entre eles e os estudantes, mas entre os próprios dirigentes.
Julia Soper, aluna do Swarthmore College na Pensilvânia, EUA, que morou ano passado na Sibéria, falou sobre o que aprendeu durante o intercâmbio.
"Um dos meus passatempos prediletos na Rússia era visitar amigos ou uma das famílias com quem havia morado em outros intercâmbios. A lição mais importante é o valor dos relacionamentos."
Terri Sawyer, dirigente do Intercâmbio de Jovens para o Distrito 5420 (Utah, EUA), viajou ao Brasil há dezesseis anos. Ela falou sobre como os Rotary Clubs e distritos podem contatar os ex-participantes e mantê-los engajados.
"Eles podem ser interactianos, rotaractianos ou mesmo rotarianos", disse ela. "Eles têm habilidades, contatos e uma mina de informações que querem muito compartilhar."
Sawyer mencionou algumas maneiras mais tradicionais de localizar os ex-participantes, como:
Contatando ex-dirigentes do programa
Escrevendo aos pais dos ex-participantes
Contatando os clubes
Métodos mais modernos incluem:
Facebook
MySpace
Grupos do Yahoo
Mas, segundo Terri, o mais importante é que os clubes mantenham-se envolvidos no programa e achem bons estudantes para participar.
"Eu fui a primeira pessoa de minha família a obter diploma universitário", ela contou. "O Brasil é a minha segunda casa. Continuem a buscar outros estudantes, pois, como eu, há muitos outros!"
Os materiais usados durante o encontro podem ser baixados de http://www.yeoresources.org/.

Segunda sessão plenária celebra o passado e sonha com o futuro


Os rotarianos se deleitaram com uma viagem pela rica história do Rotary durante a segunda sessão plenária da convenção.
Porém, no discurso inicial, proferido por Tadataka Yamada, presidente do programa Global Health da Fundação Bill e Melinda Gates, a ênfase foi o futuro da organização.
Yamada elogiou o tremendo esforço do Rotary pela erradicação da pólio. “Na história da pólio, três nomes são sinônimos de esperança e progresso: Jonas Salk, Albert Sabin e Rotary International”, ele disse. “Graças à sua atuação, a pólio é, em muitos países, uma lembrança cada dia mais distante.”
Yamada falou em nome da Fundação Gates, que fez doação de US$100 milhões ao Rotary a ser aplicados na erradicação da pólio. O Rotary deverá equiparar esse montante nos próximos três anos.
“Tenho muito orgulho de fazer parte desta parceria entre a Fundação Gates e o Rotary International”, disse Yamada. “Mas se não terminarmos esse trabalho, todos os nossos esforços terão sido em vão.” O RI já distribuiu cerca de US$70 milhões da verba recebida para atividades de imunização nos quatro países onde a doença ainda é endêmica -- Afeganistão, Índia, Nigéria e Paquistão -- e em cinco outros onde foram relatados casos “importados”.
O presidente do programa Global Health também alertou os rotarianos para a cilada de terminar esta missão cedo demais: “Não podemos dar razão aos incrédulos que afirmam haver causas mais prementes”, afirmou.
Ao concluir, Yamada incentivou os rotarianos a continuar seu trabalho, pois ele mostra que campanhas globais podem de fato eliminar doenças terríveis.
“Se erradicarmos a pólio, saberemos que não há meta que não possamos alcançar, doença que não possamos eliminar”, afirmou. “Não podemos em hipótese alguma perder esta batalha.”
Mas, o Rotary não poderia travar esta luta sem o apoio de sua rede de voluntários. David Forward, que estuda a história do Rotary e já publicou matérias sobre o assunto, levou a platéia em uma viagem pelo tempo -- dos quatro empresários de Chicago em 1905 ao 1,2 milhão de sócios no mundo inteiro hoje. O que os une, afirmou, é o desejo de ajudar aos outros.
O presidente do RI, Wilfrid J. Wilkinson, e o presidente da comissão da convenção, Ray Klinginsmith, homenagearam os 16 clubes que planejaram e participaram da primeira convenção rotária, em 1910, em Chicago.
Em seu discurso, o ex-presidente do RI Clifford L. Dochterman destacou os muitos programas e recursos que contribuíram ao sucesso da organização, e instou os rotarianos a levar adiante a missão do Rotary.
“Nossos maiores êxitos ainda estão por vir”, Dochterman afirmou. “Nossas conquistas até o momento são apenas o prelúdio dos dias que ainda estão por vir.”

Encontro sobre recursos hídricos mata a sede de informações


Todos os dias, 5.000 pessoas morrem por não terem acesso a água potável. Durante o encontro sobre recursos hídricos realizado na última quinta-feira, porém, a mensagem foi clara: essas mortes podem ser evitadas.
“O momento é extremamente oportuno”, disse o ex-governador Ron Denham, presidente do Grupo Rotarianos em Ação pelos Recursos Hídricos e Saneamento, que organizou o evento. “Precisamos começar a agir de modo diferente.”
A conferência durou um dia inteiro e enfocou o auto-sustento dos projetos e das comunidades. Os cerca de 200 participantes ouviram palestras de representantes do Centro Norte-Americano de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), da Water for People, da Usaid e da PepsiCo Foundation.
A ex-governadora Carolyn Crowley-Meub, que liderou a organização do encontro, espera que os participantes tenham agora uma visão mais clara do que é preciso para realizar um projeto auto-sustentável, o que, segundo ela, fundamenta-se inteiramente na comunidade.
O rotariano Robert Wubbena, da iniciativa Water for People e gerente do projeto Livingstonia, de Malauí, explicou que muitos projetos de recursos hídricos tornam-se inoperantes menos de cinco anos após seu início. Ele listou três elementos essenciais ao auto-sustento:
Fonte perene de água
Tecnologia adequada, como materiais e mão-de-obra locais
Participação ativa da comunidade
Várias sugestões foram levantadas durante os debates, inclusive a de que o Rotary deveria investigar as iniciativas já em andamento em determinados países e levá-las adiante.
“Alguns dos pontos fortes do Rotary são o acesso aos governos, às empresas e à boa vontade gerada pelo trabalho contra a pólio”, afirmou Daniele Lantagne, engenheira ambiental e especialista em recursos hídricos do CDC. “Vocês conseguem atrair recursos que ninguém mais consegue. Seria maravilhoso aproveitar esse manancial em projetos que beneficiassem um país inteiro.” A engenheira também salientou a importância do saneamento básico.
Ron Denham lembrou a todos que o presidente eleito do RI, Dong Kurn Lee, que fez pronunciamento ao fim do evento, pediu aos rotarianos que enfocassem a redução da mortalidade infantil no próximo ano rotário. Uma forma de fazer isso, segundo o ex-governador, é através de projetos de água e saneamento.
“Devemos sempre pensar em como o projeto de água irá ajudar a saúde”, ele explicou.

Grupo de Companheirismo realiza projecto musical


A música é parte integral da cultura de Granada, onde as crianças aprendem cedo a tocar instrumentos. No entanto, quando furacões assolaram a ilha caribenha em 2004 e 2005, um estranho silêncio invadiu as escolas.
O Grupo de Companheirismo de Rotarianos Músicos resolveu entrar em ação. A primeira medida foi doar US$2.500 para ajudar a restabelecer o programa de música da Escola Católica Santo André em Grenville, com 500 alunos de 5 a 15 anos de idade.
“A música é uma inspiração para todos nós. Ela une as crianças e fortalece sua auto-estima”, declarou a irmã Lucy Gabriel, diretora da entidade. As verbas possibilitaram a compra de guitarras, violinos e acessórios, além de tambores de aço, instrumentos de grande importância na música caribenha.
Sotheran, do Rotary Club de Guisborough & Great Ayton, em Cleveland, Inglaterra, entregou o subsídio em uma cerimônia especial no ano passado. Além disso, ofereceu US$3.000 adicionais e 36 instrumentos de sopro avaliados em US$28 cada, fornecidos por doadores da Inglaterra. “Antes que terminasse de abrir os pacotes, as crianças começaram a experimentar os instrumentos”, disse Sotheran.
O Grupo de Companheirismo de Rotarianos Músicos foi fundado em 1972. Seus 400 integrantes organizam apresentações musicais em eventos rotários, inclusive convenções do RI. Como parte de sua missão de promover a educação musical, o grupo tem patrocinado projetos comunitários e escolares semelhantes ao de Granada.
Afilie-se a um grupo de Companheirismo
O Rotary conta com mais de 80 Grupos de Companheirismo. Dedicados a esportes, hobbies e interesses profissionais, os grupos atraem pessoas do mundo inteiro e promovem confraternização e prestação de serviços. Seguem exemplos de três grupos.
Grupo de Companheirismo de Mergulho http://www.ifrsd.org/
Mesmo que você não seja mergulhador, consulte este site para ver fotos belíssimas que exaltam as maravilhas do mar. Em diversas partes do mundo, os integrantes se dedicam à prestação de serviços comunitários.
Grupo de Companheirismo Intercâmbio de Lares http://www.rotaryhomeexchange.com/
Como membro deste grupo, você poderá participar de intercâmbio de lares e viver como um residente local de cidade ou país distante. Acima de tudo, terá a oportunidade de fazer amizades duradouras.
Grupo de Companheirismo de Radioamadorismo http://www.ifroar.org/
Sintonize uma das 20 estações de radioamadores e descubra o que está acontecendo ao redor do mundo. Como membro deste grupo, você poderá engajar-se em debates com pessoas da Austrália, Europa, Índia. África do Sul e Estados Unidos.
This article appeared in the April issue of Rotary World .

Conselho director adopta Plano Visão de Futuro


Na reunião de junho de 2008, o conselho diretor do RI adotou o Plano Visão de Futuro, que visa simplificar o acesso à Fundação Rotária, direcionar mais recursos a projetos de grande impacto e resultados auto-sustentáveis, e obter mais reconhecimento público pelos trabalhos da organização. O projeto piloto, a ser iniciado em julho de 2010, buscará trazer ainda mais enfoque à prioridade do Rotary de erradicar a pólio e ao Desafio US$100 milhões. A Fundação divulgará mais detalhes no decorrer de 2008-09 e ofecerá sessões de treinamento aos distritos participantes.
O Plano Visão de Futuro contará com dois tipos de subsídios: os Subsídios Distritais da Fundação Rotária, os quais permitirão aos disitritos acessar até 50% do Fundo Distrital de Utilização Controlada, e os Subsídios Globais da Fundação Rotária, que deverão apoiar projetos de grande porte em uma das seis áreas: paz e prevenção/resolução de conflitos, tratamento e prevenção de doenças, recursos hídricos e saneamento, assistência médica a mães e filhos, alfabetização e ensino básico, e desenvolvimento econômico e comunitário. Os clubes e distritos poderão lançar seus próprios projetos ou patrocinar projetos realizados em parceria com outras organizações.
Todos os distritos são incentivados a se inscrever no projeto piloto. Os curadores buscarão selecionar distritos dos mais diversos tamanhos, localizações, eficácia e níveis de envolvimento com a Fundação a fim de compor um grupo o mais representativo possível da organização. Esses distritos seguirão apenas a nova estrutura de concessão de subsídios e não participarão dos atuais programas da Fundação, com exceção do Pólio Plus e dos Centros Rotary de Estudos Internacionais.
Os distritos interessados em participar deverão contar com o apoio de dois terços de seus clubes, e preencher o formulário de inscrição on-line entre fevereiro e junho de 2009. Os selecionados serão divulgados no website do RI em 01 de julho de 2009. Os governadores e presidentes das comissões distritais da Fundação Rotária desses distritos em 2010-11 deverão obrigatoriamente participar do treinamento oferecido pelo RI em 2010, com despesas cobertas pela organização.

Contêineres da ShelterBox chegam a regiões devastadas em Mianmar




No dia 16 de maio, transcorridas quase duas semanas da devastação produzida pelo ciclone Nargis na região do delta em Mianmar, pousou no aeroporto de Yangon vôo proveniente do Reino Unido com 1.050 contêineres repletos de suprimentos para trabalhos de socorro.
O avião foi fretado pela ShelterBox, entidade que provê ajuda humanitária de emergência patrocinada por Rotary Clubs do mundo inteiro. ShelterBox foi uma das primeiras organizações autorizadas a entrar no país onde, em 3 de maio, um ciclone deixou mais de 134.000 pessoas mortas ou desaparecidas.
Viajaram a bordo do DC-10 dois voluntários norte-americanos que se uniram à equipe de quatro pessoas da ShelterBox proveniente do Reino Unido. Desde 8 de maio, o grupo já se encontrava em Yangun distribuindo a remessa inicial de 644 caixas com tendas, redes contra mosquitos, ferramentas, tabletes para purificação de água e outros itens essenciais. Os dois norte-americanos são Patrick Olson, do Rotary Club de Plymouth, Michigan, e David Eby, de Brentwood, Tennessee.
Em colaboração com as autoridades locais, a equipe transferiu os contêineres aos caminhões que os transportariam à região do delta do Irrawaddy, onde a necessidade de assistência era mais premente.
"Quinhentas caixas e 50 kits de purificação de água deverão ser distribuídos em Ngaputaw, Ilha de Haigyi, no sudoeste do delta, 250 caixas no delta do Labutta, e 250 na região de Bogale", disse em Yangun o líder da equipe, Ian Neal.
Neal, um bombeiro proveniente de Cornwall, disse que na semana passada sua equipe trabalhou em estreita colaboração com as autoridades locais para assegurar que os suprimentos chegassem sem demora à área afetada. A equipe da ShelterBox treinou pessoal especializado de Mianmar quanto ao uso do conteúdo das caixas providenciadas pela entidade e demonstrou como armar as tendas.